Ansiedade e vida moderna

8 de setembro de 2015 at 2:58

Ansiedade e vida moderna

 

A globalização e seu montante de facilidades atinge em cheio nossa saúde física e mental. Embora o avanço tecnológico de nossa geração seja relevante e algo que antes era inimaginável, nos tornou dependentes de máquinas e de uma vida mais informatizada.

Essa modernidade traz um preço alto: alterações significativas em nosso modo de viver, principalmente relacionadas ao tempo e a toda a pressão imposta sobre ele.

E como a ansiedade entra nessa questão? A ansiedade está presente há muito mais tempo que você imagina!

Entendendo a ansiedade

 

A ansiedade é uma característica biológica, decorrente de uma excitação em excesso do Sistema Nervoso Central relacionada a uma sensação de perigo, que pode ser real ou imaginária.

A ansiedade é um alarme natural do organismo e muitas vezes não é prejudicial.De acordo com médico psiquiatra Dr. Marcelo Maroni, a “falta de ar, palpitações, desconforto torácico, sensação iminente de morte” são os sintomas mais comuns da ansiedade. Ele também explica que a pessoa é tomada por pensamentos descontrolados, desordenados e invasivos, comumente relacionados a algo de ruim que pode acontecer.

Ainda segundo o Dr. Marcelo Maroni Saraiva, a causa da ansiedade é “(…) multifatorial, ou seja, estresse, traumas de vida, experiências traumáticas pregressas ou atuais, forma como as pessoas foram criadas pelos seus pais e até mesmo doenças orgânicas como hipertensão e hipertireoidismo, por exemplo, pode levar o indivíduo a sofrer de ansiedade”.

Evolução da ansiedade

 

Podemos relacionar a ansiedade com fatores orgânicos, culturais e ambientais.

Em termos orgânicos, podemos admitir como ponto de evolução a carga genética de nossos ancestrais. Esse ponto influencia – e muito – nosso comportamento hoje.

Na era pré-histórica, nossos ancestrais viviam com recursos escassos e com perigos iminentes – animais selvagens, por exemplo –, e já nessa época, o lado ansioso já entrava em ebulição. Qualquer erro significaria morte.

É claro que em pleno século XXI, é bem difícil encararmos alguns desses problemas antigos. Mas, por outro lado, surgiram inúmeros outros.

Muitos estudiosos acreditam que nós, humanos, somos neuróticos por natureza. Isso se dá pelo fato de sempre estar esperando pelo pior, como, por exemplo:

  • Perder o emprego,
  • Ficar sozinho pelo resto da vida, como também medo de relacionamentos,
  • Sofrer um acidente,
  • Ser assaltado.

Nós vemos o perigo em tudo. É claro que ter precauções é importantíssimo, contudo a ansiedade – quando generalizada – se torna uma doença, e as consequências se tornam sérias.

O psiquiatra Dr. Marcelo Maroni Saraiva já comenta que “a ansiedade generalizada por sua vez, é uma sensação dos mesmos sintomas (…), mas que duram por todo o dia e geralmente vêm acompanhados de uma sensação de catástrofe iminente.

Muito comum também é o medo de se relacionar, ou também chamado de fobia social, que como o Dr. Marcelo Maroni descreve é “uma variante mais grave do que se pode comumente chamar de timidez, mas que comprometendo o funcionamento de uma pessoa pode-se pensar em um tratamento”.

Ele ainda aponta que, caso surjam crises – esporádicas ou frequentes – e sem motivos aparentes, diz-se que a pessoa está sofrendo de ataques de pânico. “Se os ataques de pânico forem frequentes a ponto de causar prejuízos na vida social, familiar e profissional, há de se considerar um diagnóstico de Síndrome do Pânico”, explica o Dr. Marcelo Maroni.

Contexto geral

 

No contexto geral, portanto, a ansiedade causa graves prejuízos na vida pessoal e profissional, sendo que traz consequências graves para a saúde física e mental de cada um.

Embora ainda exista preconceito quanto a doenças mentais e emocionais, é necessário a procura especializada para realizar o diagnóstico e tratamento.

Em nosso ritmo de vida atual, isso passa a ser uma obrigação, pois a ansiedade se tornará um obstáculo para a realização de metas, objetivos e desejos, além de impactar profundamente nossa vida amorosa, social e pessoal.

O Dr. Marcelo Maroni comenta que o tratamento “envolve desde a medicação, terapia comportamento e hipnose que pode auxiliar muito o paciente.”

 

Como aliviar o estresse mental?

31 de agosto de 2015 at 4:24

Como aliviar o estresse mental?

 

Influências externas são as principais causadoras do estresse mental. Elas aparecem no dia a dia, sendo – depois de um tempo – difícil conviver sem pensamentos negativos.

O que antes parecia simples, se torna algo complicado. A pessoa passa a viver em um estado de tensão, estimulada por situações externas, físicas e emocionais negativas.

Quais são os sintomas do estresse mental? Como aliviar o estresse mental de modo a promover a volta da qualidade de vida? E como agir com um grau elevado de estresse?

 

Entendendo melhor

 

Segundo o médico psiquiatra Dr. Marcelo Maroni Saraiva, podemos definir estresse como (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo”.

A pessoa que sofre de estresse não possui equilíbrio suficiente para perceber as mudanças significativas que a acomete.

Ainda de acordo com o Dr. Marcelo Maroni, “o estresse pode ser causado por uma brusca mudança no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia”.

Os fatores que criam o estresse são chamados de estressores, e podem ser divididos como:

  • Estressor cotidiano: atrapalha o bem-estar da pessoa por situações diárias de desgaste físico e psicológico. Exemplos são problemas de peso ou dificuldades financeiras;
  • Estressor traumático: provém de um acontecimento muito intenso e crítico, e que atrapalha a adaptação da pessoa;
  • Estressor biográfico crítico: são eventos que sabe-se a localização, precisam de alterações profundas na vida, e impacta por um longo tempo reações afetivas e emocionais;
  • Estressor crônico: está associado com eventos de duração de tempo bem maior, juntamente com uma carga de situações de estresse e experiências, assim como de acontecimentos de começo e fim, mas que ainda provocam sintomas a longo prazo. Exemplos básicos são: o desemprego e divórcio, respectivamente.

Sintomas do estresse

 

Para o psiquiatra Dr. Marcelo Maroni, “o estresse, apesar de ser um agressor externo, ocasiona, no entanto, problemas de ordem física e emocional, de acordo com as características do indivíduo e da intensidade do agente considerado como estressor”.

Os sintomas do estresse mental estão relacionados ao estilo de vida que levamos, pelos compromissos, exigências e obrigações existentes em nosso cotidiano.

Podemos separar como sintomas do estresse mental:

  • Pessimismo,
  • Passividade,
  • Dúvidas quanto a sua utilidade no trabalho, sociedade, amigos ou família,
  • Confusão mental,
  • Incapaz de raciocinar com clareza,
  • Desequilíbrio de sentimentos,
  • Incapaz de tomar decisões,
  • Ansiedade ou depressão,
  • Insônia,
  • Ataques de pânico,
  • Dificuldades em se relacionar com os outros.

Os sintomas físicos também são bem claros, sendo os principais: a baixa imunidade, dores frequentes, distúrbios digestivos e risco maior para desenvolver enfermidades e doenças (principalmente as cardiovasculares).

 

Como aliviar o estresse mental?

 

O Dr. Marcelo Maroni Saraiva afirma que quando somos afligidos pelo estresse, “os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz”.

Por isso, é importantíssimo que se busque ajuda para tratar esse problema. Primeiro, vamos abordar os diferentes tipos de tratamento alternativos existentes. Vale frisar que eles não substituem o tratamento clínico feito com um psiquiatra, mas são complementos interessantes para aliviar o estresse mental.

O estresse mental começa a aparecer em nossas vidas de forma sutil, mas há muitas formas de evitar seu aparecimento e seus sintomas desagradáveis:

  • Dedicar um pouco mais de tempo para si mesmo (esse é um fator essencial para prevenir e aliviar o estresse mental),
  • Acupuntura: medicina oriental milenar que previne e trata doenças – físicas e psicológicas (incluindo o estresse mental),
  • Yoga e meditação: além do estresse mental, essas técnicas promovem o relaxamento corporal e mental através da respiração,
  • Alimentação: alguns alimentos são capazes de fornecer uma sensação de bem-estar e humor, e podem ser incluídos em dietas para aliviar o estresse mental,
  • Exercícios físicos: imprescindível para tratar e prevenir doenças de razões físicas e psicológicas, já que a prática libera endorfina – hormônio do prazer,
  • Dormir adequadamente: é essencial que o corpo descanse por tempo suficiente (7 a 8 horas) para que o organismo se renove e sua mente se recupere do dia anterior,
  • Lazer: procure descobrir alguma atividade que lhe dê ânimo. Exemplos bastante comuns são por cursos de pintura, leitura e até mesmo atividades voluntárias sociais e ambientais.

 

Procura médica é fundamental

 

O estresse é considerado uma condição insuportável, sendo que quem sofre da doença deve procurar auxilia psiquiátrico para tratamento correto.

Dependendo do grau/intensidade do estresse, o tratamento pode levar algum tempo, mas se for feito cuidadosamente, pode trazer resultados e efeitos rápidos e satisfatórios.

Hoje em dia é muito mais fácil admitir que se está com problemas de estresse do que anteriormente e, por isso, a procura por auxílio médico não deve ser negligenciado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dicas para reduzir a ansiedade

13 de agosto de 2015 at 1:28

Dicas para reduzir a ansiedade

 

De acordo com o Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), aproximadamente 12% da população brasileira sofre de ansiedade.

Embora a ansiedade permaneça em um grau normal no indivíduo, há pessoas que sofrem com transtornos graves, que podem afetar permanentemente seu organismo e sua saúde mental.

Existem tratamentos eficazes contra a ansiedade? Quais dicas podem ser fornecidas para quem sofre com esse mal?

 

Causas da ansiedade e como diagnosticá-la?

 

As causas da ansiedade se dão por ordem biológica ou comportamental. Quem avalia e faz o diagnóstico é um médico capacitado e especializado.

Segundo o Dr. Marcelo Maroni Saraiva, a causa da ansiedade “é multifatorial, ou seja, estresse, traumas de vida, experiências traumáticas pregressas ou atuais, forma como as pessoas foram criadas pelos seus pais e até mesmo doenças orgânicas como hipertensão e hipertireoidismo, por exemplo, pode levar o indivíduo a sofrer de ansiedade.”

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A ciência estudou a relação entre a noradrenalina e a ansiedade, apontando que as pessoas que possuem uma produção não regulada desse hormônio neurotransmissor, tem muito mais propensão a ter as sensações e sintomas da ansiedade e medo.

Com sintomas físicos aparentes, o Dr. Marcelo Maroni aponta exemplos comoa “falta de ar, palpitações, desconforto torácico, sensação iminente de morte.”

É muito normal estar nervoso perante uma grande plateia ou antes de uma entrevista de emprego, porém, o transtorno pode se tornar algo mais grave se fizer parte da rotina diária – principalmente sem qualquer motivo ou razão específico.

Todas as áreas na vida são afetadas pela ansiedade e pelo grau em que se apresenta. Para isso, existe tratamento, que, segundo Dr. Marcelo Maroni “envolve desde a medicação, hipnose e terapia, principalmente a Terapia Cognitiva Comportamental.”

Se o caso for de uso de medicamento, o médico deverá fazer o acompanhamento. A medicação é só adquirida por prescrição.

Um médico psiquiatra ou psicólogo pode abordar a psicoterapia – sendo a atividade de hipnose muito usada.

Alguns pacientes – com graus mais elevados de ansiedade – fazem o tratamento com a combinação medicação e psicoterapia.

É claro que, além disso, existem dicas interessantes que podem auxiliar em diminuir a ansiedade. Vamos conhece-las!

 

Alimentação

 

Relacionado a alimentação, pacientes com ansiedade devem estar cientes que o nível de açúcar no sangue deve estar estável, ou seja, é necessário que sejam feitas refeições pequenas ao longo do dia – além das principais (café da manhã, almoço e jantar).

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Assim como existem alimentos que ajudam a aumentar a ansiedade, entre eles: cafeína e álcool, além dos doces e refrigerantes, existem alimentos que ajudam a diminui-la, os quais são:

  • Frutas cítricas: apoiam a redução da pressão arterial e o mais importante para pessoas ansiosas: regulam os níveis de cortisol – hormônio que transmite o estresse para o corpo inteiro;
  • Chocolate: possui riqueza em flavonoides (espécie de antioxidante) que auxilia na produção de serotonina – neurotransmissor que trabalha na sensação de bem-estar e humor;
  • Espinafre: possui ácido fólico, que é um antidepressivo natural;
  • Banana: com alto teor de triptofano, a banana ajuda na produção de serotonina;
  • Carnes e peixes: também possuem triptofano, vitamina B3 e magnésio;
  • Carboidratos: os complexos são os mais indicados, pois contêm serotonina. No caso, são os cereais integrais;
  • Leite e ovos, além de derivados magros: fonte excelente de triptofano;

 

Hábitos de vida saudáveis

 

Conjuntamente com a alimentação, uma pessoa com ansiedade deve procurar tornar sua qualidade de vida cada vez melhor.

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Nesse ponto, entra-se na prática de exercícios físicos. É fato que realizar uma atividade física diariamente traz inúmeros benefícios para a saúde, tanto físicos como mentais. Estudos comprovam sua eficácia contra a ansiedade.

O exercício físico vai elevar a produção de serotonina no cérebro. Embora nem todos gostem de praticar exercícios, uma leve caminhada de apenas 30 minutos já pode ser o suficiente para amparar o transtorno.

Alguns consideram a caminhada uma excelente aliada contra a ansiedade pois ela mantém a pessoa concentrada – ou seja, a mente pode ser trabalhada através da meditação ativa. Enquanto pratica o exercício, a mente funciona e pensa, e todos os pensamentos negativos e ruins se esvaem.

Outras ideias para reduzir a ansiedade abordam as terapias alternativas: a meditação, ioga, homeopatia e o uso de florais de Bach.

A meditação e a ioga oferecem a pessoa um controle corporal e mental através de técnicas que trabalham a respiração. Além do equilíbrio emocional, as atividades aumentam a flexibilidade, fortalecem os músculos e fornecem maior controle sobre si mesmo.

 

A questão é que algumas pessoas ainda estarão propensas a sofrerem de depressão e mesmo com as terapias e alternativas existentes, a ajuda médica ainda será necessária. Por isso, se for o seu caso, não se automedique ou ignore a necessidade de seu corpo e mente precisarem de apoio profissional.

A ansiedade é um mal sério e deve ser tratado do melhor jeito possível para cada tipo de pessoa.

 

 

Quais são os sintomas da ansiedade?

30 de julho de 2015 at 3:10

 

Quais são os sintomas da ansiedade?

psiquiatra em curitiba 

A ansiedade decorre de uma excitação excessiva do Sistema Nervoso Central, sendo uma reação natural do organismo a uma sensação de perigo, que pode ser real ou não, próxima ou não, que instintivamente aponta que algo não está bem. É um alarme emitido de nosso corpo para tal propósito.

A ansiedade por si só não é algo que seja totalmente prejudicial, mas pode tornar-se patológico, e aqui podem começar as consequências.

Quais são as causas e os sintomas da ansiedade? Quando ela pode se tornar algo perigoso para a saúde? Existem graus de ansiedade?

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Estresse e seus sintomas físicos

25 de julho de 2015 at 4:59

Estresse e seus sintomas físicos

 

Conhecido como um dos males do século, o estresse teve alterações significativas em relação ao mundo moderno como é hoje.

O estresse é uma palavra utilizada para designar alguma situação de tensão ou preocupação que ocorre em partes do dia, ou logo depois de você chegar em casa cansado do trabalho.

Muitas pessoas empregam a palavra estresse de forma errônea, pois muitas a veem apenas como o “pedaço” de tempo em que estavam mais cansadas que o normal, onde as únicas coisas necessárias para se sentirem bem é um bom banho quente e descanso.

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Como você está pilotando seu avião?

29 de abril de 2015 at 2:41

No dia 24 de março o mundo ficou chocado com o caso do copiloto que derrubou um avião com 150 pessoas m ao longo do dia os noticiários tentavam buscar informações que elucidassem algumas pistas sobre o caso, alguns dias passados a policia faz revelações que deixaram o mundo ainda mais em choque, o piloto estava com depressão e não estava seguindo as orientações médicas, escondendo atestados e por final cometeu suicídio e matou centenas de inocentes. Segundo dados da caixa preta o copiloto Andreas Lubitz trancou o piloto para fora da cabine e depois disso direcionou a aeronave para se chocar nos Alpes.

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As pessoas podem fazer diversos julgamentos sobre o copiloto, sua conduta e até mesmo a empresa em que ele trabalhava, mas podemos pensar também da seguinte forma: “como estamos pilotando nosso avião?”

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A depressão é considerada a doença do século atinge milhões de pessoas no mundo inteiro e muitas pessoas nem sequer buscam tratamento, e quando o fazem muitas não seguem o tratamento corretamente.  O caso do copiloto é extremo e ele matou centenas de pessoas, mas e nós, como estamos tratando as pessoas que estão a nossa volta? Buscar um tratamento e seguir o tratamento é algo que depende somente de nós, mas ao não fazer isso, como estamos deixando nosso avião?

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Parece meio rigoroso esse posicionamento, mas é importante fazer essa reflexão, sobre como estamos encarando o tratamento e se estamos realmente desejando melhorar, porque a maior parte do resultado depende de nossas ações, de nossa própria vontade.

Para aqueles possuem um parente ou colega com depressão também é preciso entender a gravidade da situação como no exemplo do copiloto, é comum a pessoa no momento mais difícil ficar sozinha e não ter uma rede de apoio, essa rede é fundamental para o tratamento dar certo, todos precisamos de ajuda, ao negar-se a ajudar não estamos colaborando.

Vivemos numa sociedade cada vez mais egoísta, onde as pessoas olham para seus smartphones como uma freqüência muito maior do que olham nos olhos das outras, e não veem quando o outro esta sofrendo.  Quando o pior acontece todos ficam atônitos, mas o fato é que a pessoa deu diversos sinais e ninguém viu, por isso é importante dar a devida atenção ao outro, esse é um gesto verdadeiro de amor, é preciso resgatar o olho no olho, o abraço o entendimento para que nossa sociedade seja mais humana.

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Desculpem pelo texto um pouco rigoroso, mas é preciso viver de forma mais profunda para extrair  o melhor para nossas vidas, viver de forma superficial nos trouxe a sociedade que temos hoje, é essa sociedade que desejamos para o futuro? Se a resposta for não, precisamos mudar a nossa atitude agora, e garantir que pelo menos nosso avião não seja jogado numa montanha por nós mesmos.

 

 

Os fumantes têm mais chances de sofrer de ansiedade e depressão (PESQUISA

26 de abril de 2015 at 22:48

Caso você queira mais uma razão para parar de fumar, pense nisto: fumar pode ser sinal de problemas de saúde mental.

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Contrariamente à idéia de que o cigarro alivia o estresse, os fumantes têm 70% mais chances de sofrer de ansiedade e depressão, comparados aos não fumantes. Foi o que revelou um novo estudo britânico.

 

A pesquisa feita pelo University College London e a Fundação Cardíaca Britânica (British Heart Foundation, ou BHF) avaliou quase 6.500 pessoas do Reino Unido com idade superior a 40 anos, analisando seus hábitos tabagistas e sua saúde mental. Mais de 18% dos fumantes no estudo relatou sofrer de ansiedade e depressão, contra apenas 10% dos não fumantes e 11,3% dos ex-fumantes.

 

 

E há mais: o cigarro pode até ser fonte de alguma ansiedade. O estudo também constatou que os ex-fumantes que abandonaram o cigarro há mais de um ano têm perfis de ansiedade e depressão semelhantes aos dos participantes no estudo que nunca tinham fumado. Essa descoberta sugere que parar de fumar pode ser uma maneira de promover a saúde mental.

 

“A ideia de que o cigarro alivia o estresse é uma interpretação equivocada do que acontece na realidade: que o que você sente quando acende um cigarro são os primeiros sinais da síndrome de abstinência”, disse ao Huffington Post o diretor médico adjunto da BHF, Mike Knapton.

abandone o cigarro

“Esses sintomas de abstinência são muito semelhantes ao estresse. O cigarro alivia esses sintomas, e você pensa que ele faz você se sentir melhor, mas a única coisa que está fazendo é abolir os sintomas iniciais da abstinência de nicotina. E então, é claro, esse ciclo se repete a cada cigarro.”

 

De acordo com Knapton, uma pesquisa feita pela BHF no ano passado revelou que um terço dos fumantes britânicos diz que não consegue abandonar o vício porque acredita que fumar combate sua ansiedade.

 

“Se você pensa que controla seu estresse fumando, saiba que não – o cigarro agrava seu estresse”, ele disse. “Este estudo abole esse mito.”

 

Especialistas em saúde mental desaconselham fortemente o uso de vícios para ajudar pacientes a lidar com ansiedade e depressão.

 

Embora muitas pessoas suponham que cigarros e álcool reduzem seu estresse, o doutor em medicina Michael Roizen, da Clínica Cleveland, autor de This Is Your Do-over, informa que, na realidade, pode acontecer o contrário. A chave está em adotar outros comportamentos, mais saudáveis, que ativem o mesmo sistema cerebral de recompensas.

 

“Aquele efeito prazeroso que se tem com o cigarro não é útil, porque é destrutivo para o corpo”, disse Roizen ao HuffPost. “É preciso encontrar algo que lhe proporcione esse efeito prazeroso e que não seja lesivo, nem contribua para deixá-lo doente. Encontre algo que você ame fazer, quer seja praticar exercícios, conversar com um amigo ou cozinhar. Isso vai ajudá-lo especialmente na hora de combater a depressão.”

 

As descobertas do novo estudo estão longe de ser as primeiras a sugerir que o cigarro deve ser apagado para sempre. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, o tabagismo é a causa de uma em cada cinco mortes nos Estados Unidos a cada ano. O cigarro também pode levar ao câncer pulmonar, doenças cardíacas e outras enfermidades potencialmente fatais.

5 dicas para acordar com mais disposição pela manhã

22 de março de 2015 at 16:54

5 dicas para acordar com mais disposição pela manhã

 

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Vontade de jogar o despertador na parede toda vez que ele toca é recorrente em suas manhãs? Não se sinta só! Segundo estudo divulgado pela Universidade do Texas, Estados Unidos, apenas uma em cada dez pessoas é capaz de acordar descansada e revigorada. A boa notícia é que alguns hábitos podem ajudar a melhor a qualidade de sono, espantar a preguiça e tornar o despertar menos torturante.

Confira algumas dicas de especialistas e acorde com toda a disposição:

 

Apague as luzes

Biologicamente, nosso corpo é programado para dormir quando anoitece e despertar com a claridade. “A melatonina, conhecida como hormônio do sono e responsável por regular nosso relógio biológico, precisa de um ambiente escuro para ser produzida. Quem tem dificuldade de levantar cedo, na verdade, é porque não atingiu um sono reparador, capaz de fazer com que a pessoa acorde disposta”, esclarece a Myriam Durante, psicoterapeuta e presidente do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente, de São Paulo.

 

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Evite estimulantes

Café, chá preto, refrigerantes, bebidas alcoólicas e chocolate possuem componentes que estimulam o organismo e o sistema nervoso, podendo causar insônia e agitação. “O cardápio noturno também deve ser leve, de preferência sem frituras, carnes gordurosas ou molhos muito incrementados”, explica Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba e especialista em sono pelo Hospital das Clínicas da USP.

 

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Mexa-se

Exercitar o corpo proporciona um sono mais profundo e, consequentemente, mais reparador. “Durante os exercícios é liberada a endorfina – o neurotransmissor que atua como analgésico e traz sensação de bem-estar, e é apontada como uma das responsáveis pelas noites bem dormidas”, garante Shigueo Yonekura. O neurologista alerta, porém, que as atividades devem ser feitas até três horas antes de ir para a cama – para que o organismo e a mente possam desacelerar.

 

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Levante devagar

O sono é formado por cinco etapas – e o quinto estágio acontece quando o corpo quer acordar. Levantar-se abruptamente e já começar as atividades do dia acelera a mente, que ainda está em fase de adaptação com o despertar. Um alarme estridente libera adrenalina, o que causa irritação e até palpitação. Prefira acordar com uma música leve, calma e que aumente gradualmente.

 

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Fuja do botão soneca do celular

No início do sono, o organismo libera a serotonina, um neurotransmissor associado ao bem-estar e à felicidade. Para acordar, o corpo dispara outra substância, a dopamina, que diminui a sensação de sonolência. “O sono fragmentado causa um conflito químico que torna ainda mais difícil sair da cama. O ideal é que o despertar seja de uma vez só, não feito em prestações”, alerta o neurologista.

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Praticar exercício ajuda na depressão?

22 de março de 2015 at 16:41

Os benefícios antropométricos e metabólicos da prática regular de atividade física já são conhecidos, entretanto pesquisas recentes apontam novos resultados positivos associados à saúde mental. Já se sabe, há algum tempo, que dar aquela corridinha matinal diariamente contribui significativamente para o aumento do volume de sangue circulante e ainda leva a diminuição da barriguinha indesejada. Agora, diversas pesquisas vêm evidenciando que a prática de exercícios físicos pode também ter um papel importante no tratamento de muitos transtornos mentais.

 

As desordens mentais atingem de 18% a 36% da população mundial. Diante disso, fica claro que devem ser dirigidas forças no sentido de melhorar a qualidade de vida de pacientes com tais enfermidades. Daí a relevância de tais descobertas, pois elas sinalizam uma nova e importante ferramenta de atuação nos transtornos afetivos.

 

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A depressão é uma síndrome clínica comum de causa multifatorial e que é caracterizada principalmente por uma tristeza profunda e constante; pode ser desencadeada por problemas psicológicos, problemas emocionais, alterações do funcionamento cerebral e, ainda, ser secundária a outras enfermidades. Além disso, os danos que a depressão causa vão muito além de alterações do humor, pois o transtorno depressivo pode levar a alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas.

 

A desordem é a quarta principal causa de incapacitação em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e sua presença na sociedade é bem marcante nos quatro cantos do globo, atingindo cerca de 121 milhões de pessoas. Diante disso, a necessidade de melhora das formas de tratamentos existentes se torna muito maior.

 

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Três revisões sistemáticas, realizadas recentemente, confirmam o potencial benéfico do exercício físico no tratamento da Depressão. Pesquisas atuais afirmam que os exercícios físicos têm forte efeito sobre ela, diminuindo seus sintomas (Rethorst et al). Outros estudos acrescentam que tanto os exercícios de fortalecimento muscular quanto os exercícios aeróbicos são eficazes na redução dos sintomas depressivos (Rimer et al) e afirmam, ainda, o grande impacto que a caminhada tem sobre o transtorno (Robertson et al).

 

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Um estudo realizado no Centro para Pessoas com Doença de Alzheimer do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ) e no Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC/UFRJ), observou a aplicação de exercícios aeróbicos, de exercícios de força e de exercícios de baixa intensidade em 52 idosos com Depressão Maior. Após três meses, foi possível observar redução significativa dos sintomas depressivos tanto para o grupo ‘exercícios aeróbicos’, quanto para o grupo ‘exercícios de força’, enquanto o grupo ‘exercícios de baixa intensidade’ não apresentou resultados significativos. Visto isso, é importante ressaltar que os exercícios físicos para o tratamento da depressão devem ser estimulados em todas as idades.

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As redes sociais tiram o stress das mulheres

24 de janeiro de 2015 at 21:03

As mulheres que navegam na internet e que publicam mensagens e fotografias nas redes sociais são menos stressadas que as outras. Com o sexo masculino, é indiferente

psiquiatria curitiba mulher rede social

A sua mulher não larga o telemóvel para aceder à internet? Pense duas vezes antes de a repreender, isto se a quer ver menos stressada. Um estudo do Pew Research Center concluiu que as mulheres que usam regularmente as redes sociais, enviam emails e publicam fotografias através dos seus telemóveis são menos stressadas do que as outras.

De acordo com o The Wall Street Journal, uma mulher que use a rede social Twitter várias vezes por dia, envie ou receba 25 mails e publique duas fotografias, através do seu telemóvel, todos os dias, apresentam níveis de stress 21% baixo do que as mulheres que ignoram ou não utilizam de todo as novas tecnologias. Quanto aos homens, não houve diferença nos níveis de stresse avaliados em 1801 pessoas testadas.

 

O estudo concluiu ainda que o facto de as mulheres serem, normalmente, mais protetoras e sensíveis faz com que, consequentemente, se preocupem mais com a dor dos amigos, mesmo que virtuais – seja uma doença, uma morte ou um acontecimento qualquer. E aí há um aumento dos níveis de stress.

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Já os homens só se sentiram afetados quando navegavam nas redes sociais em duas circunstâncias, e sempre com os amigos: em caso de demissão ou de prisão. “Percebemos que as mulheres carregam mesmo o peso do mundo nos seus ombros”, disse Keith Hampton, um dos professores que coordenou o estudo.

fonte: observador