Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe?

4 de maio de 2016 at 23:36

Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento.

No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em “experiência pessoal” ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sítios na Internet, mas nunca apresentaram seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas científicas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem.

Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto.

Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa conseqüências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma “aparência” de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem.

Veja um texto a este respeito e a resposta dos Professores Luis Rohde e Paulo Mattos:

Why I Believe that Attention Deficit Disorder is a Myth

Porque desinformação, falta de raciocínio científico e ingenuidade constituem uma mistura perigosa

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Como o TDAH impacta a sua vida profissional

14 de dezembro de 2015 at 1:53

Como o TDAH impacta a sua vida profissional

A falta de organização e dificuldade de terminar projetos podem levar ótimos profissionais ao fracasso por não saberem que possuem déficit de atenção.

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), caracteriza-se pela dificuldade de concentração, agitação de maneira hiperativa e comportamento impulsivo, o que pode desencadear diversos problemas emocionais e de saúde.

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A pessoa pode ter a doença classificada em um grau leve, moderado ou grave.Ainda não há consenso na medicina sobre as causas exatas do TDAH, mas conforme o Dr. Marcelo Maroni, causas genéticas e fatores ambientais estão relacionados ao desenvolvimento  do DDA. Algumas causas possíveis são: problemas durante a gravidez ou no parto, hereditariedade e exposição a substâncias tóxicas.

Segundo o Dr. Marcelo Maroni, para o déficit de atenção em adultos ser diagnosticado, a pessoa deve apresentar pelo menos seis sintomas relacionados a desatenção e a hiperatividade. Além disso, os sintomas devem aparecer não apenas em casa, mas em outros ambientes, por um tempo maior que seis meses.

O que se entende por sintomas de dificuldade de concentração

- Descuidos que levam a erros;

- Falta de atenção a detalhes;

- Dificuldade em desempenhar funções específicas;

- Não seguir orientações;

- Desatenção às tarefas cotidianas;

 

Sintomas da hiperatividade:

- Movimentos de pés e mãos de maneira agitada;

- Falar muito e com frequência;

- Inquietação e conduta acelerada;

- Dificuldade em manter silêncio e ficar sentado para realizar alguma atividade;

As exigências da vida moderna em processar uma grande quantidade de informações e desempenhar inúmeras funções simultâneas pode prejudicar o desempenho profissional de adultos com TDAH. Isso não significa que uma pessoa com dificuldade de concentração não possa trabalhar realizando tarefas com eficiência.

Geralmente quem tem TDAH costuma perder as chaves com frequência, deixar aparelhos ligados, esquecer de pagar contas e faltar em reuniões importantes e em outros compromissos. Além disso, algumas tarefas podem ficar pendentes. A falta de organização e dificuldade de terminar projetos levam ótimos profissionais ao fracasso por não saberem que possuem a doença.

Esse transtorno neurológico aparece na infância e prejudica a vida da criança, porém o déficit de atenção em adultos pode ter sintomas diferentes da hiperatividade identificada quando criança. S

egundo o Dr. Marcelo Maroni, ao estar consciente do reflexo desse transtorno na vida profissional e seguindo um tratamento conforme orientação psiquiátrica, a pessoa poderá ter um bom desempenho no trabalho e uma carreira de sucesso.

Considerações finais

De acordo com o Dr. Marcelo Maroni, os medicamentos são de grande ajuda para controlar os sintomas de déficit de atenção em adultos. Quemtem TDAH  precisa ser diagnosticado por um médico psiquiatra que irá prescrever a medicação adequada para esse transtorno. Dessa forma, o profissional poderá ter um bom rendimento no trabalho e melhorar sua qualidade de vida.

Entenda o que é o TDAH e como tratar

9 de outubro de 2015 at 5:02

O TDAH significa Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Ele é considerado um transtorno neurológico, que surge na infância e pode continuar na idade adulta.

O que é o TDAH? O que causa a doença? Quais são os sintomas? Como chegar a um diagnóstico correto e qual é o tratamento para o TDAH?

 

Como entender o TDAH?

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O TDAH, segundo o Dr. Marcelo Maroni Saraiva, “se caracteriza por freqüente comportamento de desatenção, inquietação e impulsividade em pelo menos três contextos diferentes.”

Esses contextos que o Dr. Marcelo comenta são relacionados com as áreas de relacionamento com os demais, como, por exemplo, trabalho, vida familiar e nos estudos.

O DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) atual classifica o TDAH em três tipos:

  • TDAH com predomínio de sintomas de desatenção,
  • TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade,
  • E TDAH combinado: desatenção + hiperatividade.

Conjuntamente com os três tipos existentes, uma pessoa pode possuir um grau diferente de TDAH, entre leve, moderado e grave.

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Causas genéticas e ambientais

 

Para simplificar, o Dr. Marcelo Maroni conta que “segundo a OMS e a Associação Psiquiátrica Americana, o TDAH é um transtorno psiquiátrico que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, (…) e outros problemas de saúde.”

Ainda existem dúvidas quanto a real causa do TDAH, porém de acordo com o Dr. Marcelo Maroni, “os principais fatores identificados como causa são umas suscetibilidades genéticas em interação direta com fatores ambientais.”

Disso, podemos apontar como possíveis causas:

  • Hereditariedade,
  • Problemas durante a gravidez ou no parto,
  • Exposição a determinadas substâncias, como, por exemplo, chumbo,

 

Sintomas do TDAH

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O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade leva em conta um critério quanto ao seu diagnóstico, de modo que está intimamente relacionado com os sintomas.

Para o Dr. Marcelo Maroni, “para se diagnosticar um caso de TDAH é necessário que o indivíduo em questão apresente pelo menos seis dos sintomas de desatenção e/u seis dos sintomas de hiperatividade; além disso, os sintomas devem manifestar-se em pelo menos dois ambientes diferentes e por um período superior a seis meses.”

Quais são os sintomas da desatenção?

  • Cometer erros por descuido,
  • Deixar de prestar atenção em detalhes,
  • Ter dificuldade em organizar tarefas e atividades,
  • Não seguir instruções,
  • Ter dificuldade em manter a atenção nas tarefas e atividades,
  • Esquecer-se de atividades cotidianas,
  • Perder objetos necessários para as tarefas e atividades,
  • Ter facilidade em distrair-se com estímulos externos (ou pensamentos sem relação com o que está sendo feito no momento).

Quais são os sintomas da hiperatividade?

  • Agitação frequente de pés e mãos,
  • Falar em demasia com frequência,
  • Sempre “elétrico” ou “a todo vapor”,
  • Dificuldade, quase sempre, de se envolver em atividades de forma silenciosa,
  • Inquietação motora,
  • Sair do recinto ou levantar-se de onde está sentado em momentos em que não deveria.

Quais são os sintomas da impulsividade?

  • Fornecer respostas antecipadas antes mesmo das perguntas serem feitas,
  • Dificuldade em aguardar a vez,
  • Interromper assuntos que envolvem terceiros.

 

Correto diagnóstico é primordial

 

O Dr. Marcelo Maroni já afirma: “o TDAH pode ser um importante problema no adulto. O tratamento do TDAH no adulto deve ser realizado após correto diagnóstico.”

O Médico explica que a mente do portador de TDAH é como se fosse uma excelente orquestra, com ótimos músicos, porém cada um toca de um jeito e o que ouvimos é som desorganizado. Mas quando o paciente é acompanhando com a medicação é como se colocasse um Maestro que irá coordenar os músicos e a orquestra irá tocar harmoniosamente.

Sem dúvida, o tratamento mais eficaz é a combinação da medicação com terapia (comportamental). A avaliação da medicação indicada pelo médico deve avaliar os efeitos colaterais que ela traz.

Com o tratamento já disponível, pode-se afirmar que é de necessidade absoluta que o paciente siga as instruções corretamente, de modo que os benefícios do tratamento sejam transmitidos ao indivíduo.

É importante compreender que o TDAH afeta negativamente a vida do individuo, dificulta seu desenvolvimento profissional e afeta duramente seus relacionamentos. A falta de atenção pode resultar também em perdas patrimoniais como acidentes e incidentes decorrentes da falta de atenção do portador do TDAH.

Então procurar um tratamento adequado é fundamental para reduzir ou até mesmo sanar com os efeitos da doença.

 

 

Como enfrentar o TDAH?

23 de agosto de 2015 at 6:12

Como enfrentar o TDAH?

 

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) acomete cerca de 4% dos adultos no mundo todo, enquanto que em crianças, a taxa varia de 3% a 5%.

Seu início se dá na infância e persiste na fase adulta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Psiquiátrica Americana, o TDAH é um transtorno psiquiátrico que tem como características comuns a desatenção, agitação – chamada também de hiperatividade – e a impulsividade.

Esses sinais interferem e dificultam o emocional e os relacionamentos da pessoa. Em crianças, há o baixo desempenho escolar e outros problemas de saúde.

Como se percebe o TDAH em adultos? Como podemos enfrentar o TDAH? A medicação é a melhor alternativa?

 

Conhecendo as causas do TDAH

 

Ainda atualmente, existem diversas dúvidas quanto a real causa do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Por isso, não há causa comprovada ainda.

Porém, o Dr. Marcelo Saraiva afirma que “os principais fatores identificados como causa são umas suscetibilidades genéticas em interação direta com fatores ambientais”. Isto é, a herança da doença por parte dos pais tem como probabilidade alta como causa do TDAH.

O Dr. Marcelo Saraiva ainda comenta que “pesquisas também têm apresentado como possíveis causas de TDAH: problemas durante a gravidez ou no parto e exposição a determinadas substâncias (chumbo)”.

“Outros fatores, como danos cerebrais (…) podem afetar processos de atenção, motivação e planejamento, relacionando-se indiretamente com a doença”, ele complementa.

 

Sintomas do TDAH em adultos

 

Dos 4% dos adultos hoje com TDAH, pelo menos 80% deles tem seu início na infância. Embora seja muito comum reparar nos sintomas quando são crianças, existem sintomas que caminham lado a lado conforme a pessoa se torna adulta.

Muitas, então, cresceram com os problemas e com as dificuldades do TDAH, transformando-se em sintomas mais sutis do que no caso de crianças.

Os sintomas mais comuns em adultos podem ser apontados como:

  • Falta de organização: adultos com TDAH possuem muitos problemas relacionados a organização, pelo simples fato do aumento de responsabilidades que a idade traz (trabalho, filhos, pagamentos, entre outros). A falta de organização afeta profundamente a qualidade de vida da pessoa.
  • Dirigir carro de forma distraída: adultos com TDAH possuem muita dificuldade em manter a atenção em tarefas. Nesse caso, dirigir sem a atenção devida poderá acarretar acidentes de trânsito.
  • Falta de concentração: associada ao item anterior, em ambientes organizacionais isso pode prejudicar sua carreira e sua própria competitividade dentro de empresas (baixa performance e produtividade). É fácil perceber em adultos com TDAH a facilidade com que se distraem com o toque do telefone, ruídos diversos, entre outros. Esse sintoma mostra que uma pessoa com TDAH começa tarefas mas nunca as terminam.
  • Brigas e problemas conjugais: o TDAH atrapalha profundamente a vida a dois. Exemplos nesse caso são a falta de pontualidade, de honrar compromissos e a falta de atender pedidos do parceiro.
  • Atrasos: adultos com TDAH atrasam-se frequentemente para qualquer compromisso.
  • Falta de controle de emoções: aqui entram acessos de raiva e gritos, sendo chamados de explosivos, tensos ou nervosos. O estresse é um sinal alarmante do TDAH.

 

Como enfrentar o TDAH?

 

De acordo com o Dr. Marcelo Maroni, “o TDAH pode ser um importante problema no adulto. O tratamento do TDAH no adulto deve ser realizado após correto diagnóstico”.

Por isso, o Dr. Marcelo Maroni afirma que com o diagnóstico apropriado, o adulto com TDAH deve iniciar um tratamento medicamentoso, além de ter sempre o acompanhamento do médico especializado.

Muitos adultos também optam pela psicoterapia como um complemento do tratamento medicamentoso, pelo fato de serem necessárias algumas mudanças e reestruturação a nível profissional ou doméstico. Mas vale lembrar que o único meio comprovado cientificamente para o TDAH é a medicação.

O Dr. Marcelo Maroni ainda argumenta que “é importante que seja avaliada criteriosamente a utilização de medicamentos em função dos efeitos colaterais que os mesmos possuem. Mais de 80% dos portadores de TDAH beneficiam-se com o uso de medicamentos (…)”

O tratamento com remédios é o método mais eficaz com o TDAH, mas com o auxílio profissional, o paciente pode também apostar em hábitos de vida saudáveis para que traga mais benefício no dia a dia.

Pelas dificuldades que o TDAH traz na vida do adulto, é essencial que se siga corretamente todas as orientações dadas pelo médico capacitado, e o comprometimento em evitar que a doença piore e afete imediatamente a pessoa e seus relacionamentos mais próximos.

 

 

Sintomas do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade)

7 de agosto de 2015 at 5:29

Sintomas do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade)

 

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é uma doença reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e por vários países – sendo que alguns possuem até leis de proteção e assistência para portadores. É um transtorno neurobiológico que acomete a pessoa desde a infância e continua pela vida adulta, na maioria dos casos.

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Com pesquisas ao redor do mundo, o TDAH surge em 3 a 5% de crianças e na vida adulta a percentagem permanece em 4%. Abordaremos o assunto voltado ao público adulto.

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Existem tipos e graus de TDAH? Quais são as causas e sintomas do TDAH? Qual é o tratamento?

 

Tipose graus do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

 

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM IV), existem 3 tipos de TDAH. Sendo eles:

  • TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade ou impulsividade;
  • TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; e
  • TDAH com combinação dos dois tipos acima.

Conforme aponta o Dr. Marcelo Maroni Saraiva, “segundo a OMS e a Associação Psiquiátrica Americana o TDAH é um transtorno psiquiátrico que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar e outros problemas de saúde.”

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Ainda, há três graus de comprometimento distintos de TDAH:

  • Leve: só existem os sintomas que conseguem provar a doença, sendo eles poucos. Aqui, o TDAH pouco atrapalha no funcionamento rotineiro de estudos, trabalho e pessoal;
  • Moderado: é o meio termo entre o leve e o grave;
  • Grave: há a existência de vários sintomas e que podem afetar e prejudicar acentuadamente a convivência profissional e social.

 

Causas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

 

O TDAH é alvo de estudos mundialmente, porém há controvérsias e questionamentos em relação às causas do transtorno. Cientificamente falando, não há ainda uma causa comprovada.

Há uma discussão abordando o lado genético (incluindo anormalidades no cérebro) e o lado ambiental. O Dr. Marcelo Maroni comenta que “os principais fatores identificados como causa são umas suscetibilidades genéticas em interação direta com fatores ambientais.”

 

Sintomas do TDAH

 

Um diagnóstico de TDAH, antes de tudo, é feito através da permanência de um padrão dos sintomas que serão listados abaixo. Pessoas adultas apresentam de forma menos evidente os sintomas, mas ainda assim atrapalham e prejudicam o convívio diário.

Pelo tipo de TDAH, é possível apontar que os sintomas para aqueles que predominam a desatenção são:

  • Dificuldade de concentração;
  • Dificuldade em seguir instruções – começam várias coisas ao mesmo tempo, sem terminar nenhuma;
  • Dificuldade em organização;
  • Facilmente distraídas e esquecidas;
  • Dificuldade em prestar atenção aos detalhes;

Na vida profissional, o descuido e a desatenção atrapalham a atuação e o plano de carreira.

Já relacionado ao predomínio da hiperatividade, é possível determinar que os sintomas são:

  • Inquietude;
  • Agitação;
  • Impaciência;
  • Falam muito;
  • Agem com precipitação;
  • Dificuldade em esperar a vez de falar em assuntos e conversas;

:Alguns outros sinais bastante comuns em adultos estão relacionados aos atrasos frequentes. Nesse caso, um adulto com TDAH não consegue cumprir horários e muito menos compromissos. No lado profissional, a pessoa pode adiar tarefas, principalmente aquelas que ela própria julgue que não sejam interessantes ou desagradáveis.

A dificuldade nos relacionamentos pode ser um sinal de TDAH também, pelas mudanças de comportamento que um adulto com a doença apresentará.

Conjuntamente, há a dificuldade em se expressar e o próprio estresse ou depressão, que muitas vezes são associados aos problemas do cotidiano.

Muitos adultos com TDAH possuem problemas em dirigir, pois eles se distraem com mais facilidade e não concentram-se na simples atividade da direção.

A repetição de palavras ou gestos é um sinal bem comum nos adultos com TDAH, o que está diretamente conectado com a dificuldade de se expressar. Quem não conhece a doença pode simplesmente achar que a pessoa está nervosa e insegura perante outras.

 

Um tratamento apropriado para um adulto com o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade deve ser prescrito e orientado por um médico capacitado. Alguns remédios dados para crianças com a síndrome podem ser receitados para adultos.

O tratamento também pode ser acompanhado por um psicoterapeuta, já que, em certos casos, serão necessárias mudanças e reestruturação na vida doméstica ou no trabalho. O profissional dará as recomendações corretas para cada paciente, a fim de amenizar as dificuldades que a doença traz para si mesmo e para as pessoas ao redor.

Relato de um adulto com TDAH

5 de julho de 2015 at 5:13

Esse texto foi enviado por um paciente que me cedeu gentilmente suas impressões sobre o seu diagnóstico de TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

Leia o texto com atenção.

 

Desde criança sempre fui muito ativo, muito esperto e muito criativo, adorava tudo o que se relacionada com arte, história, geografia, planetas, etc. Embora fosse muito habilidoso e inteligente, nunca conseguia desempenhar as atividades como os outros colegas, sempre tinha que me esforçar muito mais para chegar no mesmo patamar e para ser melhor, tinha que me esforçar 3 vezes acima do normal.

Como tive uma educação competitiva eu me frustrava muito, pois fazia grandes esforços para ficar sempre abaixo da média, ou na média!

O TDAH se manifestou mais na minha vida adulta, sobretudo em meu trabalho.

Sempre tive muita dificuldade com organização, prazos e controle do tempo, não sabia mensurar o tempo que uma atividade demoraria e em quanto tempo deveria entregar, por isso sempre estava com minhas tarefas atrasadas. Meu primeiro emprego foi um estágio na Área administrativa e a primeira função: ORGANIZAR FICHAS DE PRESTADORES DE SERVIÇO.

Essa simples tarefa me tomou meses, eu simplesmente não conseguia organizar aquilo, levava parte do trabalho para casa, para tentar entender como deveria organizar tudo, ficava horas dentro do arquivo e não conseguir produzir nada, cada ficha que tirava me interessava, começa a ler os dados, e esquecia a ordem, iniciava tudo de novo.

Felizmente um gerente viu meu potencial de criatividade e negociação, me levou para outro setor, onde o contato com pessoas era maior e eu precisava somente negociar, não precisava exercer tarefas repetidas, aliás, tarefas repetidas me davam dor de cabeça, enorme irritação e nunca conseguia terminar.

Outro emprego que tive foi de Supervisor de Atendimento de uma clinica, nessa função quase perdi meu emprego já no inicio, imagine uma pessoa com TDAH ter que organizar agendas de consultório e exames. Foram meses até conseguir entender como funcionava tudo, consegui fazer alguns progressos, mas o estresse era enorme, dormia mal, o trabalho era pesado e dificil, todo dia era uma batalha para tentar me organizar!

Na vida pessoal tinha vários problemas, vivia esquecendo algo, perdendo coisas e me perdendo também, pegando ônibus errado, indo para o bairro errado, indo para a direção errada, isso sempre gerava atrasos nos meus compromissos.

Aos 26 anos eu era como na escola, embora muito criativo e inteligente não tinha nenhum sucesso na minha vida profissional.

Num belo dia realizando um trabalho sobre psiquiatria, me deparei com o tema TDAH que até então eu não conhecia, li vários artigos, vídeos e etc. No final do dia estava chocado! eu tinha TDAH pela primeira vez na vida me identifiquei, entendi porque eu tinha tanta dificuldade para me organizar e porque minha vida era tão dificil!

O tratamento

Fui consultar com o Dr. Marcelo Maroni e após alguns testes ele fez o diagnóstico do TDAH e iniciamos a medicação!

Á partir deste dia minha vida nunca mais foi a mesma, depois de alguns dias tomando a medicação, notei que era outra pessoa.

Numa tarde de sábado eu marquei uma lista de 7 tarefas que tinha que realizar, e eu nunca conclui na vida um check list, sempre pulava as tarefas. Mas naquele sábado não, eu fiz tudo o que me programei, e ao final do dia, quando olhei para a mesa, tudo estava organizado, cada coisa em seu lugar, eu automaticamente organizei minha mesa, e ela estava realmente organizada (risos), sim eu costumeiramente tentava organizar minha mesa, mas no final, ela ainda estava bagunçada.

Passados 6 anos que tomo a medicação minha vida mudou completamente, me encontrei em minha profissão e hoje me destaco pelo o que faço, da forma que faço e por minha agilidade em cumprir metas, prazos e entregar projetos!

Quando iniciei o tratamento só conseguia empregos de assistente ou auxiliar passados 12 meses do tratamento, já era Gerente!

O grande benefício do TDAH pra mim, foi que eu sempre tive que me esforçar 3 vezes mais, com a medicação eu passei a ser 3 vezes mais eficiente que a média e por isso consigo produzir 3 vezes mais do que outros profissionais da minha área.

Posso dizer que a medicação para o TDAH mudou minha vida, mudou minha história e hoje devo muito a esse diagnóstico e ao tratamento que faço.

Por isso pedi para o Dr. Marcelo publicar esse breve texto, contando a minha experiência para que outras pessoas se sintam encorajadas e seguir o tratamento.

 

7 Sinais que podem identificar TDAH em adultos

29 de abril de 2015 at 3:55

Você é uma pessoa conhecida por chegar atrasada em compromissos? Tem problemas de organização? Sofre dificuldades de relacionamentos com outras pessoas? Se você respondeu sim para essas três perguntas, talvez sofra do Transtorno de Déficit de Atenção, conhecido como TDAH.

 

Mais associado a crianças, esse transtorno pode causar problemas de autoestima em todas as idades. Segundo especialistas, é uma condição grave que se caracteriza por um padrão crônico de hiperatividade, falta de atenção e impulsividade – que podem afetar significativamente a qualidade de vida.

Para te ajudar a reconhecer os sintomas do TDAH e esclarecer dúvidas sobre as formas de tratamento, o site Minha Vida, parceiro do Catraca Livre, consultou a psicoterapeuta Evelyn Vinacur. Membro da Associação Brasileira de Déficit de Atenção, ela detalha sete sintomas relacionados diretamente ao diagnóstico.

Veja alguns deles a seguir:

Atrasos frequentes

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Ao contrário do que acontece com as crianças, que normalmente têm os pais para organizar suas tarefas, os adultos portadores de TDAH apresentam dificuldade freqüente de cumprir horários e compromissos. No trabalho, essas pessoas tendem a adiar tarefas que julgam desinteressantes ou desagradáveis. “Isso é um problema bastante sério, porque atrapalha a produtividade profissional e pode prejudicar o andamento da equipe inteira”, afirma a psicoterapeuta Evelyn Vinocur.

 

Falta de organização

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Geralmente, portadores de TDAH custam a se organizar ou terminar uma tarefa antes de começar outra, transformando a rotina em uma bagunça. Esse quadro dá impressão de que sempre falta tempo para realizar as tarefas necessárias. “Um portador de TDAH tem muita dificuldade de estabelecer prioridades e faz, na maioria das vezes, apenas aquilo que é do seu interesse. Tarefas rotineiras, ainda que importantes, sempre ficam para depois”, diz Evelyn Vinocur.

 

Dificuldade de manter relacionamentos

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As mudanças de comportamento e a dificuldade de seguir regras prejudicam o convívio de adultos com TDAH com outras pessoas. “Eles são normalmente mais mandões e não conseguem cumprir acordos, o que dificulta relacionamentos longos”, diz Evelyn Vinocur. De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, aproximadamente 25% dos adultos com TDAH podem ter sérios problemas de conduta antissocial. “O convívio com outras pessoas é bastante desgastante para esses pacientes, que costumam se sentir isolados e solitários, abrindo espaço para a depressão”, afirma a psicoterapeuta.

 

Depressão e estresse

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Os pais normalmente reparam em alterações de humor nos filhos, facilitando o diagnóstico precoce de TDAH. Mas, nos adultos, o estresse e depressão são mais associados à rotina muito agitada e, raramente, levam as pessoas a um médico que pode fazer o diagnóstico de déficit de atenção.

 

“Ter dificuldades para se concentrar em tarefas importantes gera bastante estresse e ansiedade. Esses sintomas passam a se manifestar fisicamente, provocando dores de cabeças e nos músculos das costas”, diz a psicóloga Adriana Araújo, autora do livro Treinamento Prático de Memorização (Editora Universo dos Livros, 160 páginas).

 

Dificuldade para se expressar

 

Em situações sociais, principalmente entre pessoas estranhas ou de relacionamento distante, portadores de TDAH sentem um imenso desconforto, com medo de ouvirem perguntas e não saberem como respondê-las. “A dificuldade em se concentrar no que está sendo dito faz com que o paciente vítima de déficit de atenção tenha medo de acompanhar e participar da conversa”, diz a psicóloga Adriana Araújo. Esses adultos muitas vezes mostram uma tendência a interromper os outros, deixam escapar comentários inadequados e falam muito alto, tentando compensar a sua dificuldade de expressão.

 

 

Repetir palavras com frequência

 

Portadores de déficit de atenção também repetem palavras, frases ou mesmo gestos com maior frequência. Segundo Evelyn Vanicur, isso pode se manifestar tanto na fala quanto na escrita. “Esse problema contribui para a dificuldade de se expressar, já que repetir muitas palavras pode parecer nervosismo e insegurança para outras pessoas”, explica.

 

Problemas ao dirigir

 

Assim como as crianças, os adultos com TDAH têm dificuldades de realizar tarefas que exijam concentração, como dirigir. Eles tendem a olhar mais para o rádio, celular ou para as pessoas do banco de trás. “Uma pessoa com transtorno de déficit de atenção não precisa parar de dirigir, mas deve procurar um psiquiatra se as distrações começarem a ficar mais frequentes”, alerta Adriana Araújo.

 

 

 

 

Esses 3 famosos superaram o TDAH

22 de março de 2015 at 17:44

Como Adam Levine superou o TDAH

 

Como homem de frente da banda vencedora do Grammy Awards, Maroon 5, Adam Levine deixou uma marca indelével na música pop. Guitarrista e principal compositor da banda, o talentoso Levine deu ao Maroon 5 a sua assinatura sonora. Suas baladas sinceras e hinos pop tornaram-se parte da cena musical da década. Além de seu admirável trabalho com a banda, Levine é um dos técnicos da série de enorme sucesso da NBC, o “The Voice“. Ele também é um adulto diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

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O próprio Adam Levine desabafou que, ao longo da vida, lutava contra o TDAH e seus sintomas, a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade. Relatou, durante uma entrevista realizada em outubro de 2011, quão difícil era o tempo em que precisava se concentrar para concluir algum trabalho escolar. Os desafios aos quais estava submetido, na época em que frequentava a escola, deixavam-no extremamente frustrado.

 

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Já adulto e trabalhando de forma mais engajada com a música, continuou a apresentar dificuldades no estúdio, principalmente quando precisava compor novas músicas. “No primeiro álbum, eu me lembro muito claramente de ficar travado e não ser capaz de me concentrar. Eu tinha 30 ideias flutuando pela minha mente e não conseguia colocá-las no papel. Voltei ao médico para discutir os meus sintomas e aprendi que eu ainda tinha TDAH, e que o mesmo poderia me afetar na idade adulta. Uma vez que soube disso, fui capaz de trabalhar com o meu médico para gerenciar os sintomas”, disse Adam Levine. Suas palavras, além de esclarecerem muita coisa sobre o transtorno, estimulam as pessoas acometidas por ele a buscarem ajuda e darem um grande passo rumo ao sucesso em suas vidas.

 

Walt Disney, o inquieto fundador da Disneylândia

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Walt Disney foi sem dúvida um dos maiores empresários de todos os tempos. Rejeitado em um de seus primeiros empregos devido à “falta de criatividade”, deu a volta por cima e, ainda hoje, aproximadamente meio século após ter falecido, a sua presença ainda se faz sentida.

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Ele transformou o que eram desenhos crus em uma marca poderosa, instantaneamente reconhecível em todos os cantos do mundo. Mesmo sendo portador de sintomas que nos levam ao diagnóstico retrógrado de TDAH, Disney foi capaz de construir um império e criar um produto que realmente conquistou as pessoas. Como todos sabemos, isso é uma das coisas mais importantes quando se trata de gerar sucesso de forma duradoura.

 

Will Smith, ator, produtor, rapper e “desatento”

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Will Smith é um dos maiores atores negros de Hollywood. Começou a carreira como um jovem rapper na Filadélfia, onde cresceu e ganhou o apelido “The Fresh Prince”; ele explodiu nas telas de TV em todo o mundo através da série de sucesso “The Fresh Prince of Bel Air”. De 1990 a 1996 Smith já era popular entre os fãs, mas ainda não havia conseguido ganhar grande reconhecimento dos produtores e diretores de Hollywood. As suas chances reais surgiram com os filmes “Independence Day” (1996) e “Men In Black” (1997). Desde então, sua carreira foi meteórica. Sempre fazendo algo para se manter no topo, Will Smith se diz inquieto, longe de parar. Ele mesmo confirmou que “sofre” de TDAH. Em entrevista à revista Rolling Stone, Smith disse: “eu era a única diversão que teve problemas para prestar atenção.”

 

Uma breve definição do TDAH

 

Segundo a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção), o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Como vimos, ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade, e pode ser chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).

 

Que lição pode ser aprendida com os três casos acima?

 

Há um equívoco comum: as pessoas acreditam que os portadores de TDAH se tornam distraídos demais para fazer qualquer coisa que seja. Isso não poderia estar mais longe da verdade. Hoje, há cerca de 5 a 7% de adultos em média afetados pelo transtorno, variando um pouco de país para país. Incluídas nestas porcentagens, encontram-se algumas das pessoas mais influentes do mundo.

 

Isso mesmo. Alguns dos maiores filósofos, atletas e empresários de todos os tempos “sofrem” ou “sofreram” desta condição não tão rara. A verdade é que, quando as pessoas com TDAH são capazes de encontrar algo que lhes causam paixão, elas provavelmente se dedicam mais do que qualquer um. E exemplos não faltam…

Mais do que isso, quando uma pessoa portadora de TDAH busca tratamento seu potencial de realização pode ser maior do que qualquer pessoa “normal”, isso porque o portador de TDAH aprende a se esforçar mais para fazer coisas simples, quando o tratamento lhe auxilia na organização de suas ideias, o paciente passa a ter muito mais habilidade para realizar suas atividades, como aprendeu a se esforçar mais, agora as tarefas ficam muito mais fáceis e por isso pode ter ainda mais sucesso na sua carreira.

 

Escrito por Leonardo Faria – meucerebro.com.br

Mitos e verdades sobre TDAH

11 de fevereiro de 2015 at 2:43

Dificuldade em prestar a atenção, impulsividade, problemas de comportamento, inquietude, impressão que está sempre no mundo da lua e rendimento ruim, esse é o perfil do portador de um transtorno relativamente comum e ainda muito pouco comentado: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). É uma doença de descrição relativamente recente, sendo melhor estudada e difundida após os anos 80.

É crônica, de início na infância e 3 vezes mais comum em meninos. Acredita-se que cerca de 5 % da população tenha esse distúrbio, que pode perdurar por toda a vida e trazer importante comprometimento da qualidade de vida da pessoa e seus familiares. O reconhecimento preciso e o tratamento direcionado reduzem de forma importante o comprometimento funcional.

 

Segundo o neurologista Leandro Teles, formado e especializado pela Universidade de São Paulo: “O TDAH é um distúrbio cerebral complexo que geralmente acompanha o paciente durante toda a vida. O diagnóstico baseia-se na história clínica, que traz, em nível variado: desatenção, impulsividade e hiperatividade”.

 

O problema não é anatômico e não aparece em exames. A dificuldade é na função dos neurônios da região mais anterior do cérebro (chamado lobos frontais). “Acredita-se que haja disfunção das vias que regem a concentração, regulam o sistema de previsão de resultados e garantem um comportamento mais sereno e produtivo”, explica o especialista, e conclui: ”Sem essa regulação, a pessoa parece ligada no 220, fica aérea, agitada, age por impulso antes de pensar adequadamente, dissipa sua energia mental e tem seu rendimento comprometido”.

 

 

 

Por ser um problema relativamente novo e ainda pouco difundido, convidamos o neurologista para elucidar alguns mitos e verdades a cerca do TDAH:

 

1-O TDAH é diferente entre meninos e meninas.

 

VERDADE. A doença é mais comum em meninos e se manifesta de forma mais perceptível neles. Os meninos com TDAH são mais hiperativos e impulsivos, o que gera mais incomodo em casa e na escola. As meninas com TDAH são mais desatentas, desligadas e por vezes não são hiperativas, isso gera maior atraso e dificuldade de diagnóstico.

psiquiatria em curitiba tdah

 

 

2- Os portadores de TDAH são menos inteligentes que a população geral.

 

MITO. O TDAH altera a concentração e gera uma taxa maior de erros. No entanto, são crianças e adultos de inteligência normal ou até acima da média. Quando adequadamente tratados e motivados são capazes de feitos intelectuais extraordinários. Agora, sem diagnóstico e orientação, dissipam sua energia intelectual por não canalizarem seu esforço na resolução de problemas.

inteligencia-emocional

3- Os remédios fazem mais mal que a própria doença.

MITO. Os medicamentos são fundamentais na condução de casos mais intensos, tendo um bom custo / benefício. Obviamente, devem ser prescritos sempre pelo médico e podem apresentar efeitos colaterais que devem ser manejados no seguimento regular.

 

4- Quem tem problema de atenção tem problema de memória.

VERDADE. A memória depende diretamente da atenção. Para fixar adequadamente uma vivência é fundamental atentar para ela, destacá-la do contexto e criar adequadas pistas mentais para resgatá-la no futuro. Pessoas desatentas queixam-se, invariavelmente, de problemas de memória.

5-O problema se resolve quando a criança entra na idade adulta.

MITO.  Em grande parte dos pacientes o problema adentra pela vida adulta. Isso pode gerar problemas no trabalho, na vida social e mesmo na vida econômica, uma vez que o grau de responsabilidade e o nível de cobrança aumentam progressivamente.

6-O diagnóstico nem sempre é fácil.

VERDADE. O diagnóstico se confunde com problemas de criação, educação, dislexia, ansiedade e outros problemas psiquiátricos. Por vezes, faltam informações sobre a infância (quando o paciente procura ajuda já adulto), a doença pode também ser acompanhada de outras patologias (distúrbios de sono, abuso de drogas, transtornos de conduta, depressão, etc…) e existe ainda algum preconceito com esse tipo de diagnóstico.

7- Quanto antes for identificado melhor é o tratamento.

VERDADE. O diagnóstico suspeito na fase pré-escolar e confirmado por volta dos 7, 8 anos de idade traz consigo toda uma reestruturação ambiental, familiar e escolar que leva a melhores resultados escolares, sociais e profissionais. No entanto, o tratamento pode e deve ser introduzido a qualquer momento que se faça o diagnóstico, mesmo quando feito na vida adulta.

 

 

8-  A parte mais importante do tratamento é o medicamento.

MITO. Os medicamentos são importantes, mas o carro chefe do tratamento é o autoconhecimento, aliado aos ajustes ambientais, à readequação familiar, às atividades físicas e ao tratamento das comorbidades (doenças associadas).

9- O TDAH é fruto da dieta ou da dinâmica dos tempos modernos.

Mito. O transtorno tem importantes determinantes genéticos e provavelmente existe a séculos (mesmo antes de sua descrição). Não é causado por consumo excessivo de calorias ou doces, nem por excesso de videogame ou televisão. O risco de um familiar de alguém com TDAH ter problema semelhante é mais alta que a população geral.

Fonte: http://www.leandroteles.com.br/

Pesquisa indica que 13% dos alunos tem algum tipo de transtorno psiquiátrico

11 de janeiro de 2015 at 23:33

 Uma pesquisa realizada com cerca de 1.700 alunos de escolas públicas, com idades entre 6 a 16 anos, de quatro regiões brasileiras, mostra que a prevalência de transtornos psiquiátricos entre esses escolares é estimada em 13%.

 

Os dados estão descritos no Estudo Epidemiológico sobre a Saúde Mental do Escolar Brasileiro, realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Infância e Adolescência (INPD), coordenado pelo professor Eurípedes Constantino Miguel, do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e teve como pesquisadores principais o psiquiatra Jair de Jesus Mari, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e a psicóloga Cristiane Silvestre de Paula (também professora da Universidade Mackenzie).

 

Os resultados apontam para a necessidade de uma reformulação de políticas públicas no setor, com ênfase na prevenção e na identificação precoce dos transtornos, no combate ao estigma, e na garantia de assistência de qualidade a estes jovens, permitindo que possam atingir um desenvolvimento físico e emocional compatível com suas potencialidades. Além de mostrar a importância do papel do psicólogo na tarefa de identificar, orientar e contribuir para o tratamento destas crianças.

 

Entre os estudantes com transtornos psiquiátricos, apenas 19,3% receberam alguma forma de tratamento no último ano, sendo que a maior parte das consultas foi oferecida por psicólogos (85%). Conforme a pesquisadora Cristiane Silvestre de Paula, que analisou os dados durante seu pós-doutorado na Fiocruz, o número é baixo considerando que essas crianças e adolescentes já têm um transtorno psiquiátrico estabelecido e que, portanto, 100% deveriam estar recebendo assistência. Diversas barreiras têm sido relatadas para que isso ocorra, sendo uma das mais importantes a falta de unidades de saúde, além do estigma e do desconhecimento, considera.

 

Transtornos disruptivos (Transtorno Desafiador e de Oposição, Transtorno de Conduta, e Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção TDAH) foram encontrados em 5,8% dos pesquisados, sendo 13% dos alunos têm transtorno psiquiátrico

Dados estão descritos no Estudo Epidemiológico sobre a Saúde Mental do Escolar Brasileiro4,5% TDAH.

 

 

 

O pesquisador Jair Mari destaca que o País conta com cerca de 500 psiquiatras da Infância e da Adolescência para lidar com um contingente de, pelo menos, 40 milhões de crianças e adolescentes. Ele considera que o número é muito baixo, o que chama atenção para o desafio de se formar recursos humanos para atender a expressiva demanda sem acesso a um tratamento adequado.

 

Segundo o professor Eurípedes Constantino Miguel, entre os fatores associados aos transtornos mentais detectados está a baixa capacidade cognitiva (baixo quociente intelectual – QI). Conforme ele, acredita-se que isso pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de transtornos mentais. Um desdobramento da pesquisa é desenvolver programas de intervenção na primeira infância.

 

Vários estudos mostram que intervenções deste tipo em jovens grávidas, adolescentes e pobres têm impacto positivo no desenvolvimento cognitivo dos seus filhos [maior QI], levando a menos doenças físicas e mentais no adulto. Este tipo de programa está associado a um melhor desempenho escolar, maior renda e menor índice de criminalidade e problemas legais nestas crianças quando se tornam adultas, destaca o professor.

 

Os pesquisadores atuaram nas cidades de Caeté (Minas Gerais); Goianira (Goiás); Itaitinga (Ceará); e Rio Preto da Eva (Amazonas). Cada cidade teve cerca de 450 estudantes entrevistados. Inicialmente, o projeto foi apresentado às Secretarias de Educação e Saúde das cidades escolhidas e sorteio das escolas participantes. Psicólogos foram treinados para entrevistar as famílias. A coleta de dados foi finalizada em dezembro de 2012. (com Agência USP de Notícias)