Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade apresenta sintomas diferentes entre os adultos

11 de janeiro de 2015 at 23:30

Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade apresenta sintomas diferentes entre os adultos

Doença tem ganhado atenção de pesquisadores ao redor do mundo pelos efeitos e problemas que pode causar na vida adulta

 

Tem aquele amigo que não consegue prestar atenção na conversa por muito tempo. E outro que sempre se esquece dos prazos de entrega no escritório. Aquela prima que nunca é bem sucedida quando o assunto é namorar, e também a colega de trabalho que está sempre balançando os pés e as mãos, mesmo quando deve ficar parada. Todo mundo conhece alguém assim, não? Ainda que possam parecer meras características — muitas vezes atribuídas à preguiça, à ansiedade ou à falta de interesse —, elas podem representar um problema que vai além dos traços de personalidade. É o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), um distúrbio neuropsiquiátrico que, durante muitos anos, foi estudado e diagnosticado primordialmente em crianças, mas que cada vez mais tem ganhado a atenção de pesquisadores ao redor do mundo pelos efeitos e problemas que pode causar na vida adulta.

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A dificuldade de se focar em tarefas cotidianas foi o sintoma que mais atrapalhou o engenheiro de sistemas Cleber Ferrari durante quase três décadas. Diagnosticado com TDAH aos 31 anos, ele lembra que descobrir a doença significou mais um alívio do que uma preocupação, já que a dificuldade de concentração fazia de um hábito relativamente simples, o da leitura, uma tarefa quase impossível em sua vida.

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— Quando tinha um livro nas mãos, ficava pensando em três ou quatro coisas enquanto passava os olhos nas páginas. Às vezes, até esquecia que estava lendo, de tão longe que minha cabeça ia.

 

Hoje, aos 34 anos, Cleber relembra que as fases do colégio e da faculdade não foram fáceis. Foi por ter um QI acima da média, conforme avaliação psicológica, que conseguiu vencer os estudos sem atrasos. Mas, em outros aspectos, foi ficando para trás:

 

— Eu era muito irritado, inquieto. Não conseguia absorver direito as informações, nem interpretá-las. Sentia que tudo tinha que ser imediato, e isso me prejudicou bastante socialmente.

psiquiatria em curitiba tdah

Histórico é primordial

 

Ao buscar a avaliação de um especialista, um dos critérios que ajudaram Cleber no diagnóstico foram suas recordações de infância. O engenheiro relembra que, entre as frases mais evocadas por sua mãe quando criança estavam “para!”, “senta, te acalma!” e “desacelera e te concentra”. Com o passar do tempo e a chegada da adolescência, a agitação externa diminuiu, mas a interna só aumentou.

 

O psiquiatra Grevet explica que, para um correto diagnóstico da doença, o paciente precisa manifestar pelo menos alguns sintomas desde a infância. Nessa fase, os portadores podem apresentar, basicamente, três espectros mais evidentes. O primeiro, em que predomina a hiperatividade; o segundo, a desatenção; e o terceiro, uma combinação de ambos. Durante muito tempo, acreditou-se que eles desapareciam espontaneamente ao final da adolescência, e por isso os tratamentos, quando realizados, não eram continuados. De fato, existe uma tendência de os sintomas da hiperatividade declinarem, explica o psiquiatra, já que os adultos aprendem a “domesticar” os comportamentos mais impulsivos e hiperativos. As descobertas mais recentes dão conta que, em muitos casos, a desatenção tende a persistir, pode se agravar e acaba trazendo inúmeros prejuízos à vida dos portadores.

 

— O TDAH é uma doença que tem um forte componente genético. O que se sabe hoje é que, quanto maior a participação genética no paciente, ou seja, quanto mais ele têm um histórico familiar da doença, maiores são as chances de o transtorno persistir na vida adulta — explica o psiquiatra Paulo Mattos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor).

TDAH: por que ele atinge mais os meninos?

16 de dezembro de 2014 at 1:18

Conheça os sintomas que despontam primeiro no sexo masculino

 

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância – atingindo 5% das crianças – e pode seguir pela vida toda.

psiquiatria em curitiba

A criança tem sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Na primeira infância, o mais comum são os sintomas de hiperatividade, principalmente nos meninos. “Em estudos epidemiológicos, não se nota tanta diferença na prevalência do transtorno entre meninos e meninas, mas, em ambiente clínico, como ambulatórios e consultórios médicos, há maior número de meninos”.

 

Mas qual seria a explicação? De acordo com o psiquiatra, existe a hipótese de que os meninos, por apresentarem mais sintomas de hiperatividade, enquanto nelas, o que mais se destaca é a desatenção. “Como ‘incomodariam’ mais, tanto na escola, quanto em casa, os meninos seriam encaminhados a especialistas com mais frequência”, diz.

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Só depois, quando entram na escola, é que os indícios de déficit de atenção costumam ser notados. Por isso, o diagnóstico costuma ser fechado por volta dos 6 ou 7 anos. Em adultos, as diferenças entre o sexo masculino e feminino quanto à prevalência do TDAH e as formas clínicas de apresentação (com predomínio de desatenção, hiperatividade ou ambas combinadas) desaparecem.

Para dizer que uma criança tem TDAH é preciso juntar muitas características. Entre elas estão: parecer não escutar o que os outros falam,

  • Não se lembrar onde deixou as coisas,
  • Não se concentrar na sala de aula,
  • Não parar sentado quando deveria,
  • Ficar sempre mexendo pernas e mãos,
  • Não conseguir ficar quieto para ouvir uma história ou então ficar tão entretido com o que gosta que é difícil tirá-lo da frente da TV.

Quando acompanhados e tratados, entretanto, a criança e o adulto podem levar uma vida normal. A seguir, o especialista responde a outras dúvidas comuns.

 

1. Como é o diagnóstico de TDAH? É necessário algum tipo de exame, como ressonância magnética e eletroencefalograma?

Paulo Mattos: O diagnóstico é inteiramente clínico, feito com base nos sintomas, da mesma maneira que outros problemas, como a síndrome do pânico e a depressão. Não é necessário exame de ressonância, eletroencefalograma ou qualquer outro que avalie características físicas. Os pais não precisam se sentir inseguros por conta do diagnóstico ser feito sem exames, pois na psiquiatria é assim mesmo que funciona. Outros profissionais, como pediatras e neurologistas especializados na doença, também podem auxiliar no processo de diagnóstico.

 

2. Quando uma criança só demonstra dificuldade de se concentrar em uma situação, por exemplo, na escola, pode ser TDAH? Existem níveis diferentes da doença? Como distinguir quem tem TDAH de uma criança que é simplesmente muito ativa?

P.M.: Não, as dificuldades de atenção devem ocorrer em pelo menos duas situações diferentes para que o diagnóstico seja realmente fechado. Quando ocorrem casos como o da pergunta, o mais provável é que aquela situação específica seja um problema e é isso que deve ser investigado. Quanto aos níveis da doença, sim, o TDAH pode variar de leve a grave (de acordo com a intensidade dos sintomas). A diferença entre o transtorno e uma característica da criança recai na intensidade do comportamento, da hiperatividade e da impulsividade – é difícil e muitas vezes só um especialista poderá dizer se é algo que precisa ou não ser acompanhado e tratado.

 

3. É possível tratar a doença sem medicamentos, só com atividades físicas?

P.M.: Não. Casos leves de desatenção ou hiperatividade não são classificados como TDAH e quando há diagnóstico fechado os medicamentos são necessários. Atividade física não é tratamento, é muito importante para uma criança hiperativa, até para o gasto de energia, mas não tem efeito sozinha.

 

4. Como saber se uma menina tem TDAH, já que os meninos são diagnosticados mais facilmente por conta da hiperatividade presente nos primeiros anos de vida? Os sintomas aparecem mais tarde ou são diferentes?

P.M.: As meninas costumam apresentar mais sintomas de déficit de atenção mesmo. Por conta disso, fica mais fácil perceber depois que elas entram na escola. O grau de desatenção acaba comprometendo sua vida acadêmica, principalmente. Não é que ela não tivesse o problema antes, mas é mais difícil identificá-lo.

 

5. Caso não seja tratado ainda criança, o problema pode trazer consequências na vida adulta? Quais? Há alguma pesquisa específica sobre isso?

P.M.: Há inúmeras pesquisas mostrando que o TDAH está associado ao fracasso acadêmico, abandono escolar, acidentes de trânsito, uso de drogas, álcool e divórcio, entre outras situações negativas na vida adulta. Por isso, diagnóstico e tratamentos são tão importantes para seu filho ter uma vida normal.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/

Jovem com TDAH escreve HQ sobre bullying na infâncua

15 de outubro de 2014 at 22:59

 

Vanessa Bencz sofreu bullying por causa de TDAH e escreveu um livro em HQ para tratar o tema

Vanessa Bencz sofreu bullying por causa de TDAH e escreveu um livro em HQ para tratar o tema

Durante boa parte da infância, a catarinense Vanessa Bencz se acostumou com as notas baixas na escola, a dificuldade em se concentrar durante a aula, e o estigma de que não conseguiria aprender nada. Se via perdida em meio às brincadeiras dos colegas de classe, isolada em um canto da sala, às vezes reprovada com olhares pelos professores. “Ninguém queria andar perto de mim. Diziam que a burrice era contagiosa”, afirma.
Vanessa demorou para descobrir que sofria de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e a entender que era vítima de bullying. Hoje, jornalista formada, ela conta a sua trajetória em forma de ficção no livro de história em quadrinhos “A menina distraída”.
A jovem de Joinville (SC) diz que descobriu que algo estava errado em sua vida aos dez anos, depois de tirar várias notas zero nas provas. Era comum parar de prestar a atenção na aula para olhar pela janela ou desligar-se da aula para desenhar no caderno.
“Sempre fui muito tímida e tirava só nota baixa. Ninguém queria andar comigo”, afirma. “Eu só não repetia de ano porque estudava em colégio particular que me aprovava por causa das mensalidades.”
Já na adolescência, um professor de matemática a repreendeu diante de toda a classe depois de flagrá-la desenhando em vez de fazer os exercícios. “Ele disse que eu jamais seria uma desenhista, no máximo iria fazer cartaz de supermercado.”
Os pais encaminharam Vanessa para uma psicóloga e aos poucos seu desempenho escolar começou a melhorar. A psicóloga diagnosticou o transtorno de déficit de atenção e passou a orientar Vanessa a como fazer seu cérebro funcionar “à sua maneira”. “Ela me explicou que se eu anotasse o que o professor falava, dormisse 20 minutos à tarde e olhasse o que anotei em seguida, conseguiria entender melhor”, explica. “Meu problema era ficar olhando para a janela.”
A psicóloga recomendou muita leitura para Vanessa, como as séries “Harry Potter” e “Senhor dos anéis”. Passou a escrever melhor, fazer ótimas redações, fez vestibular e entrou em jornalismo. Na faculdade, ganhou vários amigos.
Também no ensino superior foi se consultar com uma psiquiatra que a receitou o uso de ritalina. Na medicina, a droga de uso controlado é usada para reduzir impulsividade e hiperatividade de pessoas com TDAH. “Meu cérebro é como uma orquestra maluca, todo mundo tocando ao mesmo tempo”, diz Vanessa.
O uso da ritalina por quem não precisa de tratamento é condenado pelos médicos. Além de não aumentar o poder de concentração, o remédio pode trazer riscos para a saúde.
Identificação
A jovem teve a ideia de escrever um livro em formato de história em quadrinhos para discutir os problemas que quem tem dificuldades na escola sofre. “Fiz algumas palestras e conheci muitos alunos que se identificaram com a minha história”, afirma Vanessa, que chamou o namorado, Fábio Ori, para ilustrar a obra. Ela vez uma campanha no site de crowfunding Catarse e arrecadou R$ 21 mil para a produção do livro.
Na história em quadrinhos, a personagem Leila não presta atenção no professor, não consegue fazer amizades e acaba excluída na escola. Então, ela cria um ‘alter ego’ e passa a interagir com ela. “Ela desenha a Mulher Raio, uma heroína capaz de resolver todos estes problemas.”
A história mostra ainda que o menino que praticava o bullying é, no fundo, alguém que também tem muitos problemas e precisa de cuidado e atenção. “A escola e os pais precisam entender que não apenas quem sofre o bullying, mas também quem pratica, precisa ser ouvido. Em geral eles excluem todo mundo, tanto o agressor quanto o agredido”.
O livro será distribuídos em escolas da rede pública e estará à venda por R$ 25.
Fonte: G1

Exercitar-se antes da escola reduz sintomas do TDAH

13 de setembro de 2014 at 17:48

Segundo novo estudo, crianças que praticaram atividades físicas diariamente melhoraram os sintomas do transtorno em comparação com as que permaneceram sedentárias

Atividades físicas aeróbicas – como correr, andar de bicicleta e nadar – podem ajudar a diminuir os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças, tanto dentro da sala de aula quanto em casa. Esses sintomas incluem, por exemplo, desatenção, mudanças de humor e problemas em conviver com outras pessoas.

Essa é a conclusão de uma pesquisa conduzida na Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, e publicada nesta terça-feira. O estudo foi feito com cerca de 200 crianças de seis anos de idade, em média. Metade delas foi considerada como tendo um alto risco de TDAH por apresentarem sintomas relacionados ao transtorno.

Comparação — Na pesquisa, parte das crianças passou a fazer parte de um grupo que praticava 30 minutos de exercícios aeróbicos diariamente antes de irem para a escola. O restante realizou atividades dentro da sala de aula, que não exigiam esforço físico. Os estudantes, então foram acompanhados durante três meses.

exercicio reduz sintomas do TDAH

Segundo o estudo, todas as crianças apresentaram uma melhora em relação aos sintomas do TDAH. No entanto, o maior benefício ocorreu entre aquelas com maior risco de TDAH e que praticaram atividades físicas. A melhora foi observada tanto no ambiente escolar quanto na casa das crianças.

Para Alan Smith, pesquisador da Universidade do Estado de Michigan e um dos autores do estudo, pesquisas futuras devem ser feitas para descobrir a quantidade e a frequência de exercícios necessárias para promover o benefício a crianças com TDAH.

exercicio reduz sintomas do TDAH 2

“Apesar das questões que ainda precisam ser respondidas, a atividade física parece ser uma intervenção promissora para TDAH, e que ainda oferece benefícios para a saúde em geral. Isso dá às escolas mais uma boa razão para incorporar exercícios físicos no currículo”, diz Smith.

 

fonte: revista veja

TDAH pode se tornar um problema de saúde crônico

15 de junho de 2014 at 19:08

Nova pesquisa concluiu que 30% das crianças com déficit de atenção continuam apresentando o problema ao se tornarem adultas — e ainda têm um risco maior de sofrer outros transtornos psiquiátricos

 

Um extenso estudo americano concluiu que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) pode se tornar um “problema de saúde crônico” capaz ainda de aumentar o risco de uma criança vir a apresentar outros problemas psiquiátricos ao longo de sua vida. Segundo a pesquisa, o TDAH na infância persiste na vida adulta em quase 30% dos casos. E, além disso, dois terços das pessoas que tiveram o transtorno quando crianças, mesmo que deixem de apresentar o problema, sofrem alguma consequência negativa do TDAH ao se tornarem adultas.

 

O Transtorno do défict de atenção atinge milhões de crianças

O Transtorno do défict de atenção atinge milhões de crianças

O trabalho, publicado nesta segunda-feira na revista médica Pediatrics, foi desenvolvido no Hospital Infantil de Boston, filiado à Universidade Harvard, em parceria com a Clínica Mayo, ambos nos Estados Unidos. Segundo os autores, trata-se do primeiro estudo em grande escala que olhou para os impactos do TDAH na infância e na vida adulta. A pesquisa analisou os dados de todas as crianças nascidas entre 1977 e 1982 na cidade americana de Rochester, em Minnesota – que, ao todo, foram 5.718 —, e acompanhou essas pessoas até elas terem, em média, 27 anos de idade.

 

A partir de informações da vida acadêmica e do histórico médico das crianças, os pesquisadores concluíram que, dos 5.718 jovens selecionados para o estudo, 367 tinham TDAH, sendo que 232 participaram de todas as fases da pesquisa. Dessas, 75% receberam tratamento para o transtorno.

 

Em adultos o TDAH causa dificuldade no trabalho e em outras esferas da vida do portador.

Em adultos o TDAH causa dificuldade no trabalho e em outras esferas da vida do portador.

Graves danos — Segundo os resultados da pesquisa, 29,3% das pessoas diagnosticadas com TDAH na infância continuaram com o problema ao se tornarem adultas. Delas, 81% apresentaram outro transtorno psiquiátrico até os 27 anos – essa prevalência foi de 47% entre os indivíduos que deixaram de apresentar TDAH quando adultos e de 35% entre um grupo de controle, composto por pessoas que não tiveram TDAH na infância. Entre os distúrbios mais prevalentes estavam abuso e dependência de substâncias tóxicas, transtorno de personalidade antissocial (psicopatia), ansiedade e depressão.

 

A nova pesquisa ainda revelou que, em uma escala menor, o TDAH na infância também pode aumentar o risco de morte prematura: 1,9% dos participantes (sete em 232 pessoas) com o transtorno morreu antes dos 27 anos, sendo que três deles cometeram suicídio. Essa incidência foi de 0,7% entre os indivíduos que não foram diagnosticados com TDAH quando crianças.

 

“O nosso estudo mostra que o TDAH é, sim, um problema sério de saúde e que tem impactos importantes em todas as áreas da vida da criança e dos adultos. Esse transtorno não é somente um comportamento irritante das crianças, e eu acho que o TDAH é frequentemente encarado dessa forma”, disse ao site de VEJA William Barbaresi, chefe da Divisão de Medicina do Desenvolvimento do Hospital Infantil de Boston e coordenador da pesquisa.

11 dicas para pais de crianças com TDAH

18 de março de 2014 at 2:16

1.Reforçar o que há de melhor na criança.

 

2.Não estabelecer comparações entre os filhos. Cada criança apresenta um comportamento diante da mesma situação.

 

3.Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.

 

4.Aprender a controlar a própria impaciência.

 

5.Estabeleça regras e limites dentro de casa, mas tenha atenção para obedecer-lhes também.

 

6.Não esperar ‘’perfeição’’.

 

7.Não cobre resultados, cobre empenho.

 

8.Elogie! Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais. A criança precisa ver que seus esforços em vencer a desatenção, controlar a ansiedade e manter o ‘’motorzinho de 220 volts’’ em baixas rotações está sendo reconhecido.

 

9.Manter limites claros e consistentes, relembrando-os freqüentemente.

 

10.Use português claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.

 

11.Não exigir mais do que a criança pode dar: deve-se considerar a sua idade.

O que é o TDAH

19 de fevereiro de 2014 at 2:42

O que é o TDAH – Transtorno do déficit de Atenção Hiperatividade

É um transtorno neurobiológico, suas causas são genéticas, os sintomas aparecem na infância e pode acompanhar o individuo por toda sua vida. É caracterizado pela desatenção, inquietude e a impulsividade. Também é conhecido como DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).
Nas crianças o TDAH costuma atrapalhar muito o aprendizado e a convivência na escola, a criança dom TDAH é descrita como desatenta, vive no mundo da lua, podem ser mais desastradas e não conseguem ficar quietas, paradas num único lugar.
Por causa dessas características as crianças com TDAH tem dificuldades com limites e regras.
Quando uma criança tem TDAH qualquer coisa é capaz de tirar sua atenção, o professor pode estar falando o conteúdo e de repente a criança nota uma borboleta voando pela janela, isso é suficiente para tirar sua atenção por completo do que esta acontecendo na aula e agora seu foco é a borboleta, neste momento pode acontecer outra coisa, uma nuvem, alguém passando e pronto lá se vai a atenção.
Para uma pessoa com TDAH é muito difícil ficar parado, em ambientes como igrejas, reuniões, palestras, a pessoa sente-se o tempo todo inquieta, a cada 5 minutos tem a vontade de sair, mas é uma vontade muito grande, praticamente incontrolável.
Na infância o TDAH apresenta os seguintes prejuízos:
• Estresse e conflitos com familiares
• Relacionamentos deficientes com os pares
• Poucos ou nenhum amigo próximo
• Comportamento inquieto em lojas, igrejas e outros ambientes comunitários, a ponto de você ser convidado a sair ou não retornar
• Pouca importância a cuidados com segurança, sempre sujeito a ferimentos acidentais
• Desempenho escolar inferior a media
• Atraso escolar, repetição de ano, dificuldade nas matérias
• Mal comportamento na escola
• Dificuldade em respeitar regras e limites

TDAH na infância também causa problemas na idade adulta

23 de setembro de 2013 at 16:49

Homens que apresentaram o transtorno na infância têm menores níveis de escolaridade, recebem menores salários e se divorciam mais, aponta estudo

Mesmo já adultos, homens que receberam o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) na infância apresentam menores níveis de escolaridade e econômico e piores quadros sociais do que aqueles que não foram atingidos pelo problema. Essa conclusão faz parte de uma pesquisa do Centro Médico Langone, em Nova York, nos Estados Unidos, que foi publicada nesta semana no periódico Archives of General Psychiatry.

O estudo acompanhou 136 homens que haviam sido diagnosticados com TDAH aos oito anos de idade com 136 participantes que não haviam apresentado o problema quando crianças. Todos tinham 41 anos. Os pesquisadores observaram que o grupo do TDAH tinha, em média, 2,5 anos a menos de estudo. Entre esses participantes, 31% não haviam completado o ensino médio e quase nenhum havia obtido um diploma de ensino superior, enquanto entre o grupo sem o transtorno apenas 3,7% não concluíram o colégio e 29,4% fizeram faculdade.

Além disso, o grupo do TDAH, embora em sua maioria estivesse empregado, recebia um salário anual, em média, 40.000 dólares mais baixo do que os outros participantes. Eles também se divorciaram mais (9,6% contra 2,9%), apresentaram mais problemas com abuso de substâncias químicas (14% contra 5%) e mais casos de transtornos de personalidade (16% contra zero). Não houve diferenças em relação a transtornos de ansiedade ou hospitalização. “Observamos que as múltiplas desvantagens causadas pelo TDAH na infância até a idade adulta começou na adolescência. Nossos resultados destacam a importância de um acompanhamento prolongado e tratamento de crianças com TDAH”, concluiu o estudo.

Fonte: Veja

TDAH pode se tornar um problema de saúde crônico

23 de setembro de 2013 at 16:41

Nova pesquisa concluiu que 30% das crianças com déficit de atenção continuam apresentando o problema ao se tornarem adultas — e ainda têm um risco maior de sofrer outros transtornos psiquiátricos

Um extenso estudo americano concluiu que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) pode se tornar um “problema de saúde crônico” capaz ainda de aumentar o risco de uma criança vir a apresentar outros problemas psiquiátricos ao longo de sua vida. Segundo a pesquisa, o TDAH na infância persiste na vida adulta em quase 30% dos casos. E, além disso, dois terços das pessoas que tiveram o transtorno quando crianças, mesmo que deixem de apresentar o problema, sofrem alguma consequência negativa do TDAH ao se tornarem

O trabalho, publicado nesta segunda-feira na revista médica Pediatrics, foi desenvolvido no Hospital Infantil de Boston, filiado à Universidade Harvard, em parceria com a Clínica Mayo, ambos nos Estados Unidos. Segundo os autores, trata-se do primeiro estudo em grande escala que olhou para os impactos do TDAH na infância e na vida adulta. A pesquisa analisou os dados de todas as crianças nascidas entre 1977 e 1982 na cidade americana de Rochester, em Minnesota – que, ao todo, foram 5.718 —, e acompanhou essas pessoas até elas terem, em média, 27 anos de idade.

A partir de informações da vida acadêmica e do histórico médico das crianças, os pesquisadores concluíram que, dos 5.718 jovens selecionados para o estudo, 367 tinham TDAH, sendo que 232 participaram de todas as fases da pesquisa. Dessas, 75% receberam tratamento para o transtorno.

Graves danos — Segundo os resultados da pesquisa, 29,3% das pessoas diagnosticadas com TDAH na infância continuaram com o problema ao se tornarem adultas. Delas, 81% apresentaram outro transtorno psiquiátrico até os 27 anos – essa prevalência foi de 47% entre os indivíduos que deixaram de apresentar TDAH quando adultos e de 35% entre um grupo de controle, composto por pessoas que não tiveram TDAH na infância. Entre os distúrbios mais prevalentes estavam abuso e dependência de substâncias tóxicas, transtorno de personalidade antissocial (psicopatia), ansiedade e depressão.

A nova pesquisa ainda revelou que, em uma escala menor, o TDAH na infância também pode aumentar o risco de morte prematura: 1,9% dos participantes (sete em 232 pessoas) com o transtorno morreu antes dos 27 anos, sendo que três deles cometeram suicídio. Essa incidência foi de 0,7% entre os indivíduos que não foram diagnosticados com TDAH quando crianças.
“O nosso estudo mostra que o TDAH é, sim, um problema sério de saúde e que tem impactos importantes em todas as áreas da vida da criança e dos adultos. Esse transtorno não é somente um comportamento irritante das crianças, e eu acho que o TDAH é frequentemente encarado dessa forma”, disse ao site de VEJA William Barbaresi, chefe da Divisão de Medicina do Desenvolvimento do Hospital Infantil de Boston e coordenador da pesquisa.
 

Seu estudo conclui que o TDAH infantil é um problema de saúde crônico. O que isso quer dizer?

O que nós mostramos em nosso estudo é que o impacto de ter TDAH na infância claramente continua na vida adulta na maioria dos casos. Nós descobrimos que apenas um pouco mais que um terço das crianças com TDAH chegam na vida adulta sem ter ao menos um desses efeitos. E isso é muito preocupante. O nosso estudo mostra que o TDAH é, sim, um problema sério de saúde e que tem impactos importantes em todas as áreas da vida da criança e dos adultos. Esse transtorno não é somente um comportamento irritante das crianças, e eu acho que o TDAH é frequentemente encarado dessa forma.

Pacientes com TDAH estão sendo tratados de maneira errada?

Nós temos muita informação sobre como diagnosticar apropriadamente o TDAH, como identificar os problemas associados ao transtorno e até as melhores formas de tratar a condição. Acredito que o problema do TDAH seja o fato de as crianças não estarem recebendo esses serviços e tratamentos de forma suficientemente consistente. E isso faz com que as consequências do transtorno sejam piores do que deveriam.

Por que o senhor acha que isso acontece?

É muito comum que as crianças abandonem o tratamento de TDAH quando os sintomas do problema diminuem. Isso é algo comum entre todas as condições crônicas, como o diabetes, por exemplo. As pessoas chegam em uma fase da vida em que não querem mais ser diferentes, não querem precisar fazer coisas que os outros indivíduos não fazem. Por isso, os pacientes tendem a abandonar os tratamentos. Porém, para algumas das doenças crônicas, como o diabetes, há diversas estratégias para conscientizar a população de que seguir com o tratamento é importante. Mas para TDAH ainda não há essa orientação. É preciso pensar nessa condição como um problema crônico e implementar estratégias que mantenham as crianças em tratamento, especialmente em fases em que os efeitos adversos do transtorno são mais preocupantes.

A que o senhor atribui o aumento do número de crianças diagnosticadas com TDAH no mundo?

O que acontece é que a conscientização sobra condição está aumentando e, com isso, também aumentam as taxas de TDAH. Na minha opinião, é algo muito bom. A verdade é que esse problema tem um impacto muito grande na vida das pessoas. Para se ter ideia do tamanho do impacto, é só aplicar os nossos achados para a quantidade de crianças que vêm sendo diagnosticadas com TDAH.

 Por que crianças com TDAH correm um maior risco de sofrer de outro transtorno psiquiátrico durante a vida?

Essa é uma pergunta ainda sem resposta.  Não sabemos se isso é uma consequência dos sintomas do TDAH em si, da forma como afeta a criança e o seu crescimento, ou então se é algo relacionado ao fator biológico. Se fosse isso, a função cerebral que determina que uma pessoa tenha TDAH poderia ser a mesma que provoca outra desordem. Mas ainda não sabemos o que explica essa associação.

Fonte: Veja