Ansiedade no esporte

12 de janeiro de 2016 at 4:57

EU NÃO CONSIGO…
ESTOU A HORAS DA MAIOR PARTIDA DE TÊNIS DA MINHA VIDA, CONTRA FEDERER, COM UMA CHANCE DE OBTER O MEU MELHOR RESULTADO ATÉ HOJE… [...] E EU NÃO CONSIGO. É INÍCIO DA TARDE, ESTOU NO CARRO, NO CAMINHO PARA A QUADRA. E EU ESTOU TENDO UM ATAQUE DE ANSIEDADE.”

Apagão mental

Esse é apenas o começo do depoimento dado pelo norte-americano Mardy Fish, ex-top 10 do ranking profissional de tênis, ao site “The Players Tribune” sobre o seu sofrimento com a ansiedade. Até pouco tempo, o drama de Fish poderia ser interpretado como covardia. Mas essa seria uma resposta simplista para um fenômeno como a ansiedade.

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Subestimado por décadas, esse transtorno mental pode inviabilizar a vida social e a profissional, mas poucas pessoas buscam tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite. Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas.

CERCA DE 33% DA POPULAÇÃO MUNDIAL SOFRE DE ANSIEDADE

O caso de Fish é um exemplo de descontrole frente a um ataque de ansiedade descrito como “crise de performance”, que acomete a muitos atletas em competições – eles dizem sentir uma espécie de “apagão” mental. É razoável desconfiar, tomando por base a história e a reação do tenista, que esse mal-estar tenha sua origem anos antes, e que a decisão contra Federer provocou um ápice de ansiedade não apenas pela alta expectativa em relação àquela partida, mas também sobre toda uma carreira, até vida, dedicada ao tênis.

A ansiedade e as crises de pânico que o tenista relatou o impediram de fazer um trabalho que dominava como poucos, independentemente do quanto tenha treinado e se preparado para aquele momento. Fish conta que se desesperou ao ter que lidar com as variáveis que o aguardavam naquela partida.

Admite que o risco de perder o fez sentir medo. Medo de não ser bom o suficiente, de se frustrar, de decepcionar seus familiares… No entanto, a razão pela qual o cérebro dele funciona dessa maneira ainda é um enigma. Como “consolo” para Fish, ele tem a companhia de um terço das pessoas no mundo – é esse o percentual da população que sofre de ansiedade, segundo o psiquiatra inglês Daniel Freeman, autor de o livro “Ansiedade – O que é, os principais transtornos e como tratar”.

O nosso atendimento é especializado no transtorno da ansiedade, com um abordagem diferenciada e visando a melhora da condição clinica do paciente.