Estresse e seus sintomas físicos

25 de julho de 2015 at 4:59

Estresse e seus sintomas físicos

 

Conhecido como um dos males do século, o estresse teve alterações significativas em relação ao mundo moderno como é hoje.

O estresse é uma palavra utilizada para designar alguma situação de tensão ou preocupação que ocorre em partes do dia, ou logo depois de você chegar em casa cansado do trabalho.

Muitas pessoas empregam a palavra estresse de forma errônea, pois muitas a veem apenas como o “pedaço” de tempo em que estavam mais cansadas que o normal, onde as únicas coisas necessárias para se sentirem bem é um bom banho quente e descanso.

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Mas enfim o que é o estresse? Quais são as estatísticas do estresse atuais no Brasil e no mundo? Quais são seus sintomas físicos? É um mal que precisa de ajuda profissional?

 

O que é o estresse?

 

Foi em 1936 que um dos primeiros estudos sobre estresse foi realizado, onde cobaias – animais – foram aproveitadas para avaliar como seus estímulos estressores funcionavam. A análise comportamental possuiu um padrão específico. O pesquisador responsável, naquela época, separou em três fases que se seguiam: alarme, resistência e esgotamento.

No caso, depois da fase do esgotamento, várias doenças surgiram, entre elas: úlcera e hipertensão.

De acordo com o Dr. Marcelo Maroni Saraiva, o estresse pode ser definido como (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo.

Ou seja, o estresse aborda reações fisiológicas que, dependendo da intensidade e até da duração, podem acarretar problemas e desequilíbrios no organismo da pessoa. O estresse, portanto, é uma atitude ou um mecanismo de defesa de nosso organismo para nos adaptarmos a alguma mudança.

 

 

Estresse – um mal a níveis surpreendentes

 

Uma pesquisa datada de 2013 da Organização Mundial da Saúde (OMS) assusta.

De acordo com o levantamento, a OMS afirma que cerca de 90% da população mundial é afligida pelo estresse. Já relacionado ao Brasil, ela aponta que o número chega a 70% da população – dessa percentagem, 30% estão em um nível preocupante.

Segundo o Dr. Marcelo Maroni Saraiva, “o estresse, apesar de ser um agressor externo, ocasiona, no entanto, problemas de ordem física e emocional, de acordo com as características do indivíduo e da intensidade do agente considerado como estressor.”

 

Quais são os sintomas físicos do estresse?

 

Antes de serem apresentados os sintomas físicos, vale ressaltar que o agente estressor é o evento ou acontecimento que dá origem e promove a reação do estresse. Existem quatro tipos de estressores, como o Dr. Marcelo Maroni aponta, sendo que eles dependem de deu grau de nocividade e do tempo que necessitam para a adaptação:

  • ·                    Agente estressor traumático: proveniente de algum acontecimento crítico na vida do paciente, possuindo muita intensidade e que extrapola a capacidade de adaptação;
  • ·                    Agente estressor biográfico crítico: vem de: (a) algum acontecimento onde se sabe sua localização, (b) que necessitam de mudanças profundas de vida, e (c) pode provocar reações de cunho afetivo e emocional de longa duração;
  • ·                     Agente estressor cotidiano: provém de casos diários de desgaste, atrapalhando o bem-estar do paciente. Muitos casos baseiam-se em problemas de saúde de parentes próximos, problemas com peso e com a aparência, assim como as próprias preocupações, como, por exemplo, do tipo financeiro;
  • ·                    Agente estressor crônico: esse tipo está relacionado a (a) um maior período de tempo com a carga de experiências e situações repletas de estresse, entre eles: desemprego ou excesso de trabalho, como também (b) de situações em que há começo e fim, mas que promovem efeitos de longo prazo. Um exemplo desse caso, é o divórcio.

Com isso, os sintomas físicos do estresse podem ser apontados:

- Dores de cabeça;

- Ritmo cardíaco acelerado;

- Sudorese;

- Tremores e tonturas;

- Dores musculares;

- Alergias;

- Alterações de sono (dormir demais ou pouco);

- Problemas de pele e queda de cabelo;

- Esgotamento físico (uma sensação de desgaste constante);

- Alterações no apetite; e

- Indigestão.

Caso seja o caso do surgimento desses sintomas, é interessante lembrar que pode se tratar de estresse ou de algum problema mais grave.

 

É necessário procurar auxílio profissional?

 

Como o Dr. Marcelo Maroni pronuncia, “o estresse é uma resposta do organismo a um evento externo, que pode ser de duração curta, poucas horas ou dias, ou mais crônica, semanas ou meses.”

Portanto, é imprescindível a busca de um médico para realizar o tratamento adequado. Vale lembrar que o problema principal do estresse é quando ele se torna algo excessivo, em que não há possibilidades de adaptabilidade e que há persistência por um tempo muito longo.

Além disso, a automedicação nunca deve ser uma alternativa. O médico é a única pessoa que pode fornecer um diagnóstico e o tratamento correto.