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Como é a Depressão?

9 de janeiro de 2014 at 0:15

Como é a depressão?
Para além da contumaz preguiça de segunda-feira ou da impaciência que nos faz perder o ânimo de encarar o chefe, o trânsito ou o amigo carente, é possível que a depressão tenha chegado e, com ela, a sensação de impotência descrita no diário da jornalista americana Daphne Merkin: “Jamais conheci uma pessoa depressiva que quisesse sair da cama pela manhã – que não vivesse o raiar do dia como uma convocação para se enterrar ainda mais embaixo das cobertas”.
Daphne sabe do que fala. Consagrada em publicações como a revista New Yorker e o jornal The New York Times, ela convive há 40 anos com a depressão. Alternando calmaria e recaída, a jornalista confessa desejar que tudo fosse mais simples, “como engessar a mente até ela sarar, assim como se engessa um tornozelo quebrado”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a depressão atinge anualmente 4% da população feminina e 2% da população masculina ao redor do mundo. Estima-se que 20% da população mundial sofra ou tenha sofrido da doença em alguma época da vida. Associada a outras doenças, é o mal que até o ano 2020 ocupará o segundo lugar das causas de morte, atrás apenas dos males coronários.

O problema

Freud, no ensaio Luto e Melancolia, afirma que a depressão (à época ainda simplesmente “melancolia”) tem uma série de sintomas que poderiam estar encaixados no luto: “Desânimo, a cessação de interesse pelo mundo externo, a perda da capacidade de amar, a inibição de qualquer atividade e uma diminuição da autoestima”.

Mas não é sempre que cansaço, tristeza, angústia e solidão bastam para o diagnóstico. A duração desses sintomas, no entanto, é um medidor à mão para saber-se doente ou próximo de alguém que padece da incapacidade de se adequar ao mundo e ao, no dizer de Lacan, “dever de ser ‘todo’ para o ideal” de felicidade, realização pessoal, profissional e afetiva.

A perda

“A principal característica da depressão é a sensação de perda de felicidade. O indivíduo deixa de sentir prazer em tudo que gostava e tem uma sensação de angústia profunda. O diagnóstico clínico exige que haja uma mudança qualitativa na vida da pessoa, um estado duradouro de pelo menos duas a quatro semanas”, afirma Jair Mari, professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo e do Instituto de Psiquiatria do Kings College, em Londres. Ao redor da angústia, estacionam os extremos: falta ou excesso de apetite, insônia ou hipersônia e ainda inquietação ou inibição motora e diminuição da velocidade de pensamento.

Queda livre

Compartilhar a doença é um dos pontos mais delicados da relação entre o deprimido, seus familiares e amigos. Apesar do apoio que de antemão se presta ao doente, dois problemas são possíveis: a falta de paciência no trato com o paciente e a culpa que o acomete. No entanto, a rede de apoio engendrada a partir da consciência do problema é fundamental para sua recuperação.

O jornalista americano Andrew Solomon, colaborador do The New York Times, teve a primeira crise depressiva aos 31 anos e lançou há dez o livro O Demônio do Meio-dia – Uma Anatomia da Depressão, onde esmiúça as implicações sociais e culturais da depressão ao longo da história, figurando-a como uma “sensação prolongada de queda livre”.

O “estar ciente” dessa queda ajuda a amenizar outra face da doença: a culpa. Incapaz de viver, sair, se divertir, reagir à insistência da participação em atividade coletiva, o deprimido fica a um passo de se sentir culpado, quando na verdade é vítima.

Cura?

No geral, a depressão é um distúrbio químico – e não apenas isso. Há componentes genéticos. Por outro lado, o distúrbio químico vem a reboque do disparo de uma situação depressiva (luto, fim de um relacionamento etc.).

Mas, em lugar de provocar desânimo, essa realidade deve configurar êxito na busca pelo máximo de informação possível, de maneira a tornar palpável o controle da doença, tornando as crises esparsas e cada vez mais leves. Há gente confiável, competente e disposta a entender cada vez mais a depressão.

Fonte: Vida simples

Atendimento para depressão em curitiba http://www.tratamentodaansiedade.com.br/

Adele recorre à hipnose contra o medo de cantar no Oscar

23 de setembro de 2013 at 16:53

Segundo amigos da cantora, ela está muito ansiosa pela apresentação, em que vai cantar a música Skyfall

Ao que parece, a terapia com hipnose está se tornando a nova aliada das celebridades britânicas. Após a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, recorrer à técnica para atenuar os enjoos matinais que está sofrendo com a gravidez, a cantora Adele está sendo submetida ao tratamento para diminuir a sua ansiedade de subir ao palco na noite do Oscar, quando vai interpretar a canção Skyfall. A música é tema do filme 007 – Operação Skyfall e concorre ao Oscar de melhor canção.

Cantora Adele recorre á Hipnose

Amigos da cantora afirmaram ao tabloide inglês The Sun que a sua ansiedade piorou ainda mais quando ela soube que Barbara Streisand, de quem é muito fã, também vai se apresentar na premiação. “Um amigo em Los Angeles a recomendou uma hipnoterapeuta pois Adele estava ficando muito nervosa com a proximidade do show. Ela vem ensaiando com uma orquestra, mas parece que toda a preparação do mundo não é o suficiente para mantê-la mais calma”, disse uma fonte ao tabloide.

De acordo com amigos da cantora, ela também teve crise de ansiedade no Grammy do ano passado. “Ela ficou tão nervosa antes dessa premiação que ficou doente antes de entrar no palco. Ela não quer que isso se repita”, disse a fonte.

Fonte: Veja

TDAH na infância também causa problemas na idade adulta

23 de setembro de 2013 at 16:49

Homens que apresentaram o transtorno na infância têm menores níveis de escolaridade, recebem menores salários e se divorciam mais, aponta estudo

Mesmo já adultos, homens que receberam o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) na infância apresentam menores níveis de escolaridade e econômico e piores quadros sociais do que aqueles que não foram atingidos pelo problema. Essa conclusão faz parte de uma pesquisa do Centro Médico Langone, em Nova York, nos Estados Unidos, que foi publicada nesta semana no periódico Archives of General Psychiatry.

O estudo acompanhou 136 homens que haviam sido diagnosticados com TDAH aos oito anos de idade com 136 participantes que não haviam apresentado o problema quando crianças. Todos tinham 41 anos. Os pesquisadores observaram que o grupo do TDAH tinha, em média, 2,5 anos a menos de estudo. Entre esses participantes, 31% não haviam completado o ensino médio e quase nenhum havia obtido um diploma de ensino superior, enquanto entre o grupo sem o transtorno apenas 3,7% não concluíram o colégio e 29,4% fizeram faculdade.

Além disso, o grupo do TDAH, embora em sua maioria estivesse empregado, recebia um salário anual, em média, 40.000 dólares mais baixo do que os outros participantes. Eles também se divorciaram mais (9,6% contra 2,9%), apresentaram mais problemas com abuso de substâncias químicas (14% contra 5%) e mais casos de transtornos de personalidade (16% contra zero). Não houve diferenças em relação a transtornos de ansiedade ou hospitalização. “Observamos que as múltiplas desvantagens causadas pelo TDAH na infância até a idade adulta começou na adolescência. Nossos resultados destacam a importância de um acompanhamento prolongado e tratamento de crianças com TDAH”, concluiu o estudo.

Fonte: Veja

TDAH pode se tornar um problema de saúde crônico

23 de setembro de 2013 at 16:41

Nova pesquisa concluiu que 30% das crianças com déficit de atenção continuam apresentando o problema ao se tornarem adultas — e ainda têm um risco maior de sofrer outros transtornos psiquiátricos

Um extenso estudo americano concluiu que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) pode se tornar um “problema de saúde crônico” capaz ainda de aumentar o risco de uma criança vir a apresentar outros problemas psiquiátricos ao longo de sua vida. Segundo a pesquisa, o TDAH na infância persiste na vida adulta em quase 30% dos casos. E, além disso, dois terços das pessoas que tiveram o transtorno quando crianças, mesmo que deixem de apresentar o problema, sofrem alguma consequência negativa do TDAH ao se tornarem

O trabalho, publicado nesta segunda-feira na revista médica Pediatrics, foi desenvolvido no Hospital Infantil de Boston, filiado à Universidade Harvard, em parceria com a Clínica Mayo, ambos nos Estados Unidos. Segundo os autores, trata-se do primeiro estudo em grande escala que olhou para os impactos do TDAH na infância e na vida adulta. A pesquisa analisou os dados de todas as crianças nascidas entre 1977 e 1982 na cidade americana de Rochester, em Minnesota – que, ao todo, foram 5.718 —, e acompanhou essas pessoas até elas terem, em média, 27 anos de idade.

A partir de informações da vida acadêmica e do histórico médico das crianças, os pesquisadores concluíram que, dos 5.718 jovens selecionados para o estudo, 367 tinham TDAH, sendo que 232 participaram de todas as fases da pesquisa. Dessas, 75% receberam tratamento para o transtorno.

Graves danos — Segundo os resultados da pesquisa, 29,3% das pessoas diagnosticadas com TDAH na infância continuaram com o problema ao se tornarem adultas. Delas, 81% apresentaram outro transtorno psiquiátrico até os 27 anos – essa prevalência foi de 47% entre os indivíduos que deixaram de apresentar TDAH quando adultos e de 35% entre um grupo de controle, composto por pessoas que não tiveram TDAH na infância. Entre os distúrbios mais prevalentes estavam abuso e dependência de substâncias tóxicas, transtorno de personalidade antissocial (psicopatia), ansiedade e depressão.

A nova pesquisa ainda revelou que, em uma escala menor, o TDAH na infância também pode aumentar o risco de morte prematura: 1,9% dos participantes (sete em 232 pessoas) com o transtorno morreu antes dos 27 anos, sendo que três deles cometeram suicídio. Essa incidência foi de 0,7% entre os indivíduos que não foram diagnosticados com TDAH quando crianças.
“O nosso estudo mostra que o TDAH é, sim, um problema sério de saúde e que tem impactos importantes em todas as áreas da vida da criança e dos adultos. Esse transtorno não é somente um comportamento irritante das crianças, e eu acho que o TDAH é frequentemente encarado dessa forma”, disse ao site de VEJA William Barbaresi, chefe da Divisão de Medicina do Desenvolvimento do Hospital Infantil de Boston e coordenador da pesquisa.
 

Seu estudo conclui que o TDAH infantil é um problema de saúde crônico. O que isso quer dizer?

O que nós mostramos em nosso estudo é que o impacto de ter TDAH na infância claramente continua na vida adulta na maioria dos casos. Nós descobrimos que apenas um pouco mais que um terço das crianças com TDAH chegam na vida adulta sem ter ao menos um desses efeitos. E isso é muito preocupante. O nosso estudo mostra que o TDAH é, sim, um problema sério de saúde e que tem impactos importantes em todas as áreas da vida da criança e dos adultos. Esse transtorno não é somente um comportamento irritante das crianças, e eu acho que o TDAH é frequentemente encarado dessa forma.

Pacientes com TDAH estão sendo tratados de maneira errada?

Nós temos muita informação sobre como diagnosticar apropriadamente o TDAH, como identificar os problemas associados ao transtorno e até as melhores formas de tratar a condição. Acredito que o problema do TDAH seja o fato de as crianças não estarem recebendo esses serviços e tratamentos de forma suficientemente consistente. E isso faz com que as consequências do transtorno sejam piores do que deveriam.

Por que o senhor acha que isso acontece?

É muito comum que as crianças abandonem o tratamento de TDAH quando os sintomas do problema diminuem. Isso é algo comum entre todas as condições crônicas, como o diabetes, por exemplo. As pessoas chegam em uma fase da vida em que não querem mais ser diferentes, não querem precisar fazer coisas que os outros indivíduos não fazem. Por isso, os pacientes tendem a abandonar os tratamentos. Porém, para algumas das doenças crônicas, como o diabetes, há diversas estratégias para conscientizar a população de que seguir com o tratamento é importante. Mas para TDAH ainda não há essa orientação. É preciso pensar nessa condição como um problema crônico e implementar estratégias que mantenham as crianças em tratamento, especialmente em fases em que os efeitos adversos do transtorno são mais preocupantes.

A que o senhor atribui o aumento do número de crianças diagnosticadas com TDAH no mundo?

O que acontece é que a conscientização sobra condição está aumentando e, com isso, também aumentam as taxas de TDAH. Na minha opinião, é algo muito bom. A verdade é que esse problema tem um impacto muito grande na vida das pessoas. Para se ter ideia do tamanho do impacto, é só aplicar os nossos achados para a quantidade de crianças que vêm sendo diagnosticadas com TDAH.

 Por que crianças com TDAH correm um maior risco de sofrer de outro transtorno psiquiátrico durante a vida?

Essa é uma pergunta ainda sem resposta.  Não sabemos se isso é uma consequência dos sintomas do TDAH em si, da forma como afeta a criança e o seu crescimento, ou então se é algo relacionado ao fator biológico. Se fosse isso, a função cerebral que determina que uma pessoa tenha TDAH poderia ser a mesma que provoca outra desordem. Mas ainda não sabemos o que explica essa associação.

Fonte: Veja