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Insônia danifica região do cérebro ligada à emoção

4 de maio de 2016 at 23:38

Não ter uma boa noite de sono danifica o cérebro. Principalmente as partes relacionadas à emoção e à consciência. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Radiology, essa pode ser a explicação para o motivo de você se sentir um pouco depressivo após uma noite de insônia.

Segundo informações do jornal britânico Daily Mail, pesquisadores do Hospital Popular Provincial Guangdong No.2, na China, analisaram o cérebro de 23 pacientes com insônia “primária” (dificuldade em iniciar ou manter o sono e pela sensação de não ter um sono reparador) ou grave, que relataram problemas para dormir por pelo menos um mês. As imagens, que foram captadas por scanners cerebrais de alta tecnologia e mostraram a força das correntes eléctricas no cérebro, foram em seguida comparadas com as de 30 pessoas saudáveis.

Os resultados mostraram diferenças significativas na matéria branca – a “fiação”, que conecta as diferentes partes do cérebro – entre os dois grupos. As pessoas que sofriam insônia constante apresentaram sinais de danos na matéria branca do cérebro como um todo, mas as lesões mais severas estavam concentradas no hemisfério direito. Essa é justamente a região que tende a controlar a emoção. Foi observado também uma significativa redução na integridade da matéria branca presente no tálamo, área responsável por regular a consciência, o sono e o estado de alerta.

Os pesquisadores perceberam também que nestes pacientes o corpo caloso – seção que liga os dois hemisférios – não estava funcionando de forma eficaz. e que havia uma perda de mielina, camada protetora ao redor das fibras nervosas.

“A reduzida [atividade] no corpo caloso pode estar relacionada com perturbações emocionais e do sono em pacientes com insônia primária. Isso significa que essa alteração pode estar relacionada ao humor deprimido nestes pacientes”, escreveram os autores.

A insônia é comumente associada com fadiga diurna, distúrbios de humor, comprometimento cognitivo e pode levar à depressão e à ansiedade. Isso porque a alteração constante do relógio biológico – mecanismo interno que sincroniza as funções corporais ao padrão de 24 horas de rotação da Terra – pode gerar problemas de saúde em longo prazo. Os resultados do novo estudo sugerem que uma explicação para isso: a alteração do relógio biológico impacta o cérebro negativamente.

“A insônia é um distúrbio extremamente prevalente. No entanto, suas causas e consequências ainda são esquivas. Tratos de substância branca são feixes de axônios – ou fibras longas de células nervosas – que conectam uma parte do cérebro com a outro. Se esses tratos são prejudicados, a comunicação entre as regiões do cérebro é interrompida. ” , explicou Shumei Li, líder do estudo.

Como este foi apenas um estudo observacional, os autores afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas para confirmar se os danos cerebrais são causa ou consequência da insônia.

Por que algumas pessoas insistem que o TDAH não existe?

4 de maio de 2016 at 23:36

Pelas mais variadas razões, desde inocência e falta de formação científica até mesmo má-fé. Alguns chegam a afirmar que “o TDAH não existe”, é uma “invenção” médica ou da indústria farmacêutica, para terem lucros com o tratamento.

No primeiro caso se incluem todos aqueles profissionais que nunca publicaram qualquer pesquisa demonstrando o que eles afirmam categoricamente e não fazem parte de nenhum grupo científico. Quando questionados, falam em “experiência pessoal” ou então relatam casos que somente eles conhecem porque nunca foram publicados em revistas especializadas. Muitos escrevem livros ou têm sítios na Internet, mas nunca apresentaram seus “resultados” em congressos ou publicaram em revistas científicas, para que os demais possam julgar a veracidade do que dizem.

Os segundos são aqueles que pretendem “vender” alguma forma de tratamento diferente daquilo que é atualmente preconizado, alegando que somente eles podem tratar de modo correto.

Tanto os primeiros quanto os segundos afirmam que o tratamento do TDAH com medicamentos causa conseqüências terríveis. Quando a literatura científica é pesquisada, nada daquilo que eles afirmam é encontrado em qualquer pesquisa em qualquer país do mundo. Esta é a principal característica destes indivíduos: apesar de terem uma “aparência” de cientistas ou pesquisadores, jamais publicaram nada que comprovasse o que dizem.

Veja um texto a este respeito e a resposta dos Professores Luis Rohde e Paulo Mattos:

Why I Believe that Attention Deficit Disorder is a Myth

Porque desinformação, falta de raciocínio científico e ingenuidade constituem uma mistura perigosa

- See more at: http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html#sthash.UiYRhbGd.dpuf

Adolescência: o corpo paga pelas noites mal dormidas

12 de abril de 2016 at 14:23

Adolescentes com idade entre 14 e 17 anos que dormem menos de sete horas por noite são mais propensos a apresentar comportamentos de risco, em comparação com seus pares que têm mais de nove horas de sono. As informações são de um novo relatório divulgado quinta-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês).

Pesquisadores do CDC analisaram informações de 50.370 estudantes do ensino médio e descobriram que aqueles que dormiam menos de sete horas por noite eram mais propensos a cometer atitudes arriscadas. Entre os comportamentos de risco citados estão: andar de bicicleta sem capacete, não usar cinto de segurança, estar em um carro cujo motorista está alcoolizado, conduzir alcoolizado e enviar mensagens pelo celular enquanto dirige.

A associação ainda tem de ser aprofundada em novos estudos. Sabe-se, no entanto, que a falta de sono prejudica a memória, afeta o desempenho físico e altera o humor.

Atualmente o CDC recomenda que adolescentes com idade entre 14 e 17 anos durmam entre oito a dez horas por noite. Embora este seja apenas um estudo observacional, pesquisas anteriores já mostraram relações entre a falta de sono e o desenvolvimento de problemas em jovens. Tanto que, em 2014, a Academia Americana de Pediatria recomendou que as aulas comecem mais tarde para que os alunos consigam dormir o suficiente.

Déficit de atenção entra no foco das escolas privadas de SP

28 de março de 2016 at 21:31

Enquanto todos estão sentados em roda para uma brincadeira, ela só quer ficar em pé e correr. Quando a professora dá uma explicação em sala de aula, ela brinca com o material escolar e conversa com os colegas. Esses são alguns dos comportamentos que uma criança com Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) pode apresentar na escola, o que atrapalha seu rendimento e ajuda a criar um estigma de criança mal-educada.

Com o aumento de pesquisas sobre o transtorno, mais crianças têm sido diagnosticadas com TDA. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o transtorno afete 5% da população, ou seja, em uma sala com 40 alunos, dois podem ter o déficit. Diante desse quadro, escolas particulares de São Paulo montaram equipes especializadas para identificar e melhor atender as crianças que possam ter o transtorno.

“Quando o aluno tem um comportamento como esse, a gente passa a investigar para ver se isso acontece em todas as disciplinas, em casa e nas demais atividades que ele pratica. Porque a criança também sofre quando é cobrada a agir como os outros colegas.”, diz Carolina Rodrigues, psicóloga do Colégio Humboldt.

Depois da investigação com os profissionais da escola, caso se confirme que a criança tem dificuldade de concentração em várias atividades, o colégio indica aos pais que procurem o diagnóstico de um especialista da área médica. “Se a criança realmente tiver TDA, a gente pode adotar estratégias para ajudá-la e muitas vezes nem é preciso recorrer à medicação porque encontramos formas de a escola se adaptar às necessidades e às aptidões da criança.”, afirma.

Mudanças - A criança, por exemplo, passa por orientações para melhor se organizar, senta em um lugar estratégico da sala (longe de janelas para evitar dispersão, por exemplo) e os professores criam um código para chamar a atenção do aluno. “É um sinal entre eles para que o aluno tenha consciência de que não está prestando atenção. O docente pode encostar no ombro da criança ou bater discretamente o lápis na carteira.”

No Colégio Mary Ward, quando a criança tem o diagnóstico de TDA, os professores estipulam metas e formas de avaliação de acordo com as habilidades do estudante. “Não fazemos uma diferenciação com esse aluno, mas entendemos que cada um tem o seu ritmo e forma de aprendizagem. Para que ele tenha o melhor desenvolvimento, fazemos algumas alterações. Por exemplo, colocamos para fazer prova sozinho, em um local sem distração”, conta Adriana Meneguello, coordenadora pedagógica da escola.

No Colégio Bandeirantes, quando os pais autorizam, todos os professores são informados do diagnóstico da criança. “É preciso ter uma parceria boa entre escola e família. O trabalho que fazemos, de ajudar na organização, concentração, precisa continuar em casa para ter efeito.”, diz Silvia Helena Brandão, coordenadora pedagógica.

Ela contou ainda que nem todos os alunos que têm TDA tomam medicação, uma vez que o trabalho personalizado na escola pode ser suficiente em alguns casos. “Alguns alunos não tomam, outros tomam remédio só na época de provas, quando precisam de mais concentração. Nós ficamos sempre atentos com as mudanças que o remédio pode provocar”, diz.

Karyn Bulbarelli, psicóloga do Colégio Lourenço Castanho, diz também acreditar que a medicação seja a última alternativa, quando todas as estratégias já tiverem esgotadas. “Nosso trabalho é descobrir ferramentas para ajudar cada criança. Achar a atividade que a deixa envolvida, encantada. Não forçamos o aluno a ser como os outros, mas o ajudamos a se entender”, afirma.

fonte: www.veja.com.br

Exercícios físicos e Depressão do Humor

26 de março de 2016 at 6:00

 

Atividade intensa: exercícios rápidos aumentam o uso do açúcar disponível na corrente sanguínea, prevenindo o diabetes 2
Exercícios aeróbicos são os mais recomendados no tratamento da depressão(Thinkstock/VEJA)

Exercícios físicos são indicados pelos médicos como parte do tratamento para diversas doenças, como problemas cardíacos, colesterol e diabetes. Alguns estudos já mostraram, porém, que essa prática pode ajudar também pacientes com depressão. Pesquisadores da Universidade do Texas, em Dallas, fizeram uma revisão dos dados sobre o assunto, com objetivo de fazer uma recomendação mais precisa do tipo de intensidade de exercícios recomendados.

 

CONHEÇA A PESQUISATítulo original: Evidence-Based Recommendations for the Prescription of Exercise for Major Depressive Disorder

Onde foi divulgada: periódico Journal of Psychiatric Practice

Quem fez: Chad Rethorst e Madhukar Trivedi

Instituição: Universidade do Texas, EUA

Resultado: Exercícios aeróbicos são os mais indicados para estes pacientes, apesar de os treinos de resistência também poderem ser utilizados. A recomendação é de 3 a 5 vezes por semana, sessões de 45 a 60 minutos. Porém mesmo que o paciente não atinja a frequência ou intensidade de exercícios recomendadas, a atividade ainda pode ser benéfica.

“Apesar do grande número de evidências que apoiam o uso de exercícios no tratamento da depressão, estudos anteriores não forneceram indicações claras da dose adequada de exercícios necessária para promover o efeito antidepressivo”, escrevem os autores Chad Rethorst e Madhukar Trivedi. O estudo foi publicado na edição de maio do periódico Journal of Psychiatric Practice.

Estudos anteriores mostraram que a prática de exercícios é efetiva na redução dos sintomas da depressão tanto utilizada sozinha quanto em conjunto com medicamentos e terapia. Agora, a revisão de literatura mostrou que os exercícios aeróbicos são os mais indicados para pacientes com depressão, apesar de os treinos de resistência também poderem ser utilizados. Rethorst e Trivedi recomendam que o paciente pratique de três a cinco vezes por semana, em sessões de 45 a 60 minutos.

A intensidade deve ser de 50 a 85% da frequência cardíaca máxima do indivíduo. Em treinos de resistência, a recomendação é de exercícios variados para os membros superiores e inferiores – três vezes de oito repetições a 80% do peso máximo que a pessoa aguenta.

Os dados sugerem que os pacientes devem sentir melhoras nos sintomas da depressão cerca de quatro semanas após o início dos exercícios, mas os autores recomendam que o programa seja mantido por pelo menos 10 a 12 semanas, a fim de obter maior efeito antidepressivo.

 

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Exercício físico é bom remédio contra depressão, diz estudo

Participação e incentivo - Nos estudos analisados, apenas 15% dos pacientes abandonaram o programa de exercícios. Essa taxa é comparável à de pessoas que abandonam o uso de medicamentos ou a terapia.

Para melhorar a adesão à prática, os autores recomendam que os pacientes sejam consultados sobre seus tipos de exercícios preferidos, e que recebam atenção individualizada.

Mesmo que o paciente não atinja a frequência ou intensidade de exercícios recomendadas, a atividade física ainda pode ser benéfica. “Os médicos devem encorajar os pacientes a praticar algum tipo de exercício, mesmo que não seja o suficiente para atingir as recomendações”, afirmam os autores.

Opinião da especialista

Helena Calil

Psiquiatra e professora da pós-graduação em psicobiologia da Unifesp

“Existe uma grande quantidade de estudos comprovando a importância do exercício ara o tratamento da depressão. Como os antidepressivos nem sempre promovem a recuperação total do pacientes, outras abordagens se tornaram muito importantes.

Na maior parte dos casos os exercícios são usados como tratamentos coadjuvantes, em combinação com os medicamentos, mas casos mais brandos os exercícios podem até promover a melhora sem o uso de remédios.

Os autores buscam auxiliar o médico na prescrição de exercícios para tratamento da depressão, o que já é feito, mas não de uma maneira tão estruturada”.

fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-recomenda-exercicios-fisicos-para-pacientes-com-depressao

Ansiedade

23 de março de 2016 at 6:00

O que é Ansiedade?

O termo “ansiedade” tem várias definições nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo, entre outros.

Levando-se em conta o aspecto técnico, devemos entender ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia, ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade, e que tornar-se patológico, isto é, prejudicial ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal).

A ansiedade estimula o indivíduo a entrar em ação, porém, em excesso, faz exatamente o contrário, impedindo reações.

Causas

Os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida.

A pessoa pode se sentir ansiosa a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente ou pode ter ansiedade apenas às vezes, mas tão intensamente que se sentirá imobilizada. A sensação de ansiedade pode ser tão desconfortável que, para evitá-la, as pessoas deixam de fazer coisas simples (como usar o elevador) por causa do desconforto que sentem.

Sintomas de Ansiedade

Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Eles aparecem como:

  • Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar)
  • Sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer
  • Preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho
  • Medo extremo de algum objeto ou situação em particular
  • Medo exagerado de ser humilhado publicamente
  • Falta de controle sobre pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade
  • Pavor depois de uma situação muito difícil.

Tratamento de Ansiedade

Existem três tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade:

Controle a ansiedade

  • Medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica)
  • Psicoterapia com psicólogo ou médico psiquiatra
  • Combinação dos dois tratamentos (medicamentos e psicoterapia).

A maior parte das pessoas com ansiedade começa a se sentir melhor e retoma as suas atividades depois de algumas semanas de tratamento. Por isso, é importante procurar ajuda especializada na unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce e preciso da ansiedade, o tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo são imprescindíveis para obter melhores resultados e menores prejuízos.

Medicamentos para Ansiedade

Os medicamentos mais usados para o tratamento de ansiedade são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

O que é o Estresse

22 de março de 2016 at 15:05

Tudo sobre o estresse

Falar de estresse todo mundo fala – mas pouca gente sabe o que, de fato, é esse mal. “A s pessoas usam essa palavra para dizer que o dia foi corrido, com um monte de coisas para fazer, mas isso não necessariamente gera sinais de estresse, um mecanismo fisiológico sem o qual nem o ser humano nem os animais teriam sobrevivido até os dias de hoje”, diz Selma Bordin, psicóloga do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Tudo sobre o estresse

 

Quando nossos ancestrais se deparavam com situações de perigo, como o encontro inesperado com um animal, precisavam defender-se – seja atacando ou fugindo. As duas reações possíveis demandam uma série de ajustes do corpo. “O batimento cardíaco acelera porque tem que bombear mais sangue, os músculos precisam receber mais energia, há um aumento da respiração e da pressão arterial, entre outras coisas”, explica a dra. Selma.

Atualmente, vivendo em cidades e enfrentando problemas bem diversos dos da selva – como pressões para atingir metas –, o corpo continua preparando-nos para lutar ou fugir quando nos sentimos ameaçados. Mas, em geral, não partimos para a briga física, nem saímos em disparada. E toda a adrenalina, por exemplo, liberada em nosso sangue, fica sem função.

Sinais

Ninguém adoece, devido ao estresse, de um dia para o outro . E o próprio corpo avisa que as coisas não vão bem, basta prestar atenção. Confira alguns sinais que podem indicar estresse:

  • sensação de desgaste constante
  • alteração de sono (dormir demais ou pouco)
  • tensão muscular
  • formigamento (na face ou nas mãos, por exemplo)
  • problemas de pele
  • hipertensão
  • mudança de apetite
  • alterações de humor
  • perda de interesse pelas coisas
  • problemas de atenção, concentração e memória
  • ansiedade
  • depressão

Causas

Os chamados estressores podem ser:

  • internos: da própria pessoa, ligados a características de personalidade, como perfeccionismo, pressa, querer fazer tudo ao mesmo tempo.
  • externos: do ambiente. Mudanças em geral, até mesmo as positivas, desencadeiam estresse – porque exigem uma adaptação. Assim, são grandes fatores estressantes externos, por exemplo: o nascimento de um filho, mudanças profissionais (troca de emprego, promoção, demissão), aposentadoria, mudança de casa, divórcio, doença ou morte de pessoas queridas. Mas há também os pequenos, como o trânsito, que pode acabar tendo um peso importante para muitas pessoas.

“Quão estressante é um fator depende sempre do fator em si e da forma que a pessoa lida com ele”, comenta a dra. Selma.

Veja o potencial estressante de algumas situações, sendo 100 o maior possível*.

  • morte do cônjuge – 100
  • divórcio – 73
  • prisão – 63
  • morte de um parente querido – 63
  • casamento – 50
  • demissão do trabalho – 47
  • aposentadoria – 45
  • reconciliação conjugal – 45
  • gravidez – 40
  • grandes conquistas pessoais – 28
  • problemas com o chefe – 23
  • férias – 13

*Fonte: The Social Readjustment Rating Scale, dos psiquiatras Thomas H. Holmes e Richard H. Rahe, ambos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

Como evitar e tratar

É bom lembrar que estresse todo mundo tem, mas até certo ponto. No dia-a-dia, situações diversas apresentam-se para as pessoas, que se adaptam a elas. “É preciso ter estresse para poder viver. O problema é quando ele se torna excessivo, quando supera a capacidade de adaptação da pessoa ou quando ele persiste por muito tempo”, alerta a psicóloga.

Algumas atitudes simples podem evitar ou amenizar o estresse:

  • dormir direito
  • cuidar da saúde
  • alimentar-se de forma saudável
  • fazer atividades físicas
  • proporcionar-se momentos de prazer
  • refletir sobre a maneira de lidar com as situações e buscar mudanças

“Se com esses cuidados a própria pessoa não conseguir controlar os níveis de estresse, deve procurar ajuda profissional”, aconselha a profissional.

Três procedimentos ajudam a tratar o estresse:

  • identificar os estressores
  • aumentar a resistência pessoal a ele
  • quando for possível, eliminá-lo

Quão estressante é um fator depende sempre do fator em si e da forma que a pessoa lida com ele

No tratamento, o psicólogo ajuda o paciente a encontrar formas de contornar os estressores que não podem ser mudados. “Se meu problema é o trânsito, vou tentar horários, rotas alternativas. Se não tenho escolha, não vou ficar dentro do carro chorando e gritando. Eu posso aproveitar esse tempo para ouvir música, uma fita de idiomas, ler alguma coisa enquanto está parado. Precisamos resolver o que fazer com o problema”, diz a dra. Selma.

Já os estressores internos, aqueles que são resultado de características de personalidade, requerem um trabalho maior. “Ninguém muda com pequenas dicas, e psicoterapia pode ser necessária. Quando o jeito de lidar com as coisas é problemático, é aconselhável procurar um psicólogo”, orienta a dra Selma.

Importante: em nenhum momento deve-se lançar mão da automedicação. “Não existe medicação para tratar estresse. Alguns médicos prescrevem complexos vitamínicos. Se o estresse for crônico e evoluir para um estado depressivo ou ansioso, encaminhamos para avaliação de um psiquiatra”, explica.

fonte: http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/tudo-sobre-o-estresse.aspx

 

Sete causas do zumbido no ouvido

13 de fevereiro de 2016 at 6:00

O zumbido no ouvido é um barulho incômodo que uma pessoa escuta sem a existência de uma fonte sonora. De acordo com a Associação Americana de Zumbido (ATA, na sigla em inglês), 20% das pessoas convivem com o problema. Entre os idosos acima dos 70 anos, a incidência é de 25%.

Há zumbido agudos e graves, semelhantes a barulhos como apito, chiado, cachoeira, panela de pressão, motor e grilo. O incômodo é comum depois que um indivíduo frequenta ambientes ruidosos, como festas e shows, que podem destruir as células do ouvido. Caso o ruído permaneça no dia seguinte ao evento, é preciso procurar um médico. “O zumbido costuma ser consequência da perda de audição. Ele é uma tentativa do sistema responsável pela audição em compensar a falta do estímulo que deveria estar presente”, explica Rinaldo Lopes de Melo, otorrinolaringologista do Hospital Norte D’Or, no Rio de Janeiro.

Causas - Além da perda de audição, doenças neurológicas, acúmulo de cera no ouvido, depressão e dieta inadequada estão entre as causas do problema. No caso dos fatores fisiológicos, a sensação é desencadeada por falhas na vascularização do ouvido. Com a passagem sanguínea insuficiente, as células têm menos oferta de oxigênio e não conseguem se nutrir adequadamente, o que prejudica o metabolismo da região. Já a depressão altera os neurotransmissores responsáveis pela audição.

Outra causa é o uso excessivo de medicamentos como ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios e antibióticos. “Essas drogas podem prejudicar a irrigação sanguínea na orelha interna ao promover a vasoconstrição ou modificar a oferta de nutrientes para as células da região ao alterar o metabolismo de carboidratos e lipídeos”, explica Estelita Betti, otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Tratamento - De acordo com Lopes de Melo, não existe um único tratamento eficaz para todos os tipos de zumbido. “Algumas medidas diminuem e eliminam o problema. O sucesso do tratamento depende das causas do zumbido e da resposta individual”, diz Lopes de Melo.

8 sinais de que você pode estar com depressão

11 de fevereiro de 2016 at 14:07

 

A depressão afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e é mais prevalente entre mulheres. No Brasil, cerca de uma em cada dez pessoas sofre com o problema. Embora seja uma doença comum, a moléstia carrega estigmas que dificultam seu diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento adequado.

O primeiro deles está no fato de a depressão ser um transtorno mental. “Percebemos que o preconceito com as doenças mentais faz com que muitos pacientes, principalmente os homens, demorem a aceitar que têm o problema e a procurar um médico, atrasando o tratamento”, diz Rodrigo Martins Leite, psiquiatra e coordenador dos ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Limite - Além do preconceito com os transtornos mentais, a dificuldade de interpretar os sintomas faz com que uma pessoa demore a procurar ajuda. Os sinais podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano, como tristeza, indiferença e desânimo. Esses sentimentos passam a configurar um quadro de depressão clínica quando a variação do humor começa a afetar negativamente vários aspectos da vida do paciente – da produtividade no trabalho e nos estudos às relações com outros indivíduos, passando pela qualidade do sono e a disposição física para realizar as atividades do dia a dia.

“Muitas vezes é difícil diferenciar a tristeza comum da depressão. O humor das pessoas nunca é constante, sempre vai existir uma variação. Uma situação negativa pode desencadear tristeza, luto. Isso é diferente da depressão clínica, que é uma síndrome que vem acompanhada por outros sintomas”, explica Mara Fonseca Maranhão, psiquiatra da Unifesp e do Hospital Albert Einstein.

Definição - Os critérios atuais para diagnóstico da depressão – estipulados por entidades médicas como a OMS e a Associação Americana de Psiquiatria – determinam que, para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno. Entre eles, um deve ser obrigatoriamente o humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos) ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas podem incluir alterações no sono, no apetite ou no peso, cansaço e falta de concentração, por exemplo.

Segundo o psiquiatra Rodrigo Leite, os critérios dizem que esse conjunto de sintomas deve ser apresentado pelo paciente na maior parte do dia, todos os dias e durante pelo menos duas semanas para que seja considerado como sinais de depressão. Por isso, estar atento a sintomas como esses – e a duração deles – é importante para que uma pessoa procure um médico e saiba se precisa ser submetida a um tratamento.

Doença do corpo - As causas exatas que levam à depressão ainda não são completamente conhecidas. “Sabe-se que situações como problemas financeiros ou conjugais, desemprego e perda de um ente querido alteram estruturas cerebrais que são sensíveis a hormônios relacionados ao stress, especialmente ao cortisol. Com isso, há um desequilíbrio no cérebro que desencadeia os sintomas depressivos”, explica Leite.

Apesar disso, a depressão não é uma doença apenas do cérebro – e levar esse fato em consideração é essencial para o sucesso do tratamento. “As pessoas precisam saber que, diferentemente do que se pensava antes, a depressão não afeta apenas o cérebro, e o tratamento não depende exclusivamente de antidepressivos. Hoje, sabemos que essa é uma doença de todo o organismo”, diz Rodrigo Leite.

De acordo com o psiquiatra, cada vez mais a ciência mostra que a doença está relacionada a problemas como baixa imunidade, alterações dos batimentos cardíacos e acúmulo de placas de gordura no sangue. Ou seja, a depressão é também um fator de risco a doenças como as cardíacas, incluindo infarto e aterosclerose. “Ainda não está claro de que forma a depressão leva a essas condições, mas sabemos que a relação existe”, diz Leite.

Por esse motivo, o tratamento da depressão não deve incluir apenas antidepressivos. “Pessoas com depressão também precisam evitar hábitos como sedentarismo, tabagismo e má alimentação, que predispõem mais ainda uma pessoa a doenças cardiovasculares. Os pacientes devem saber que mudar esses hábitos é tão importante no tratamento quando os medicamentos.”

Os psiquiatras alertam que as pessoas, assim que notarem que apresentam sintomas depressivos – e que eles são duradouros -, devem consultar um médico. “O tratamento contra a depressão com antidepressivos, psicoterapia e mudanças de estilo de vida é eficaz, principalmente se for iniciado precocemente”, diz Mara Maranhão.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/8-sinais-de-que-voce-pode-estar-com-depressao

 

Impressões de uma viagem

11 de fevereiro de 2016 at 13:50

No final do ano estive no Chile.

Qual a relação desta viagem com o estresse e a ansiedade?

Todos sabemos que a atividade física é fundamental para reduzir níveis de estresse mental. Ao praticar exercícios nosso organismo fabrica substâncias de ação no cérebro denominadas endorfinas. Muitas vezes não temos tempo de prática de atividade aeróbica, ou seja, exercícios que aumentam a capacidade cardio respiratória. Este tipo de atividade reduz o estresse, faz perder peso e ajuda o coração, aumentando a longevidade.

O problema para alguns é a falta de tempo para frequentar academia. A ideía, então, é aproveitar trajetos curtos a pé para a prática de caminhadas, no caminho de casa para o trabalho ou mesmo em momentos de lazer.

Para isso nada mal aproveitar as próprias ruas de nossas cidades, não é mesmo?

Aí é que está o problema.

Nossas calçadas nas vias públicas estão em estado deplorável. Não importa em qual cidade você mora. A contastação é a mesma: a má conservação do passeio público ocasiona lesões e quedas.

Olhem só como estão as calçadas em Santiago, Chile:

Não é motivo de reflexão?Chile 2

Calçada plana e lisa