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Como você está pilotando seu avião?

29 de abril de 2015 at 2:41

No dia 24 de março o mundo ficou chocado com o caso do copiloto que derrubou um avião com 150 pessoas m ao longo do dia os noticiários tentavam buscar informações que elucidassem algumas pistas sobre o caso, alguns dias passados a policia faz revelações que deixaram o mundo ainda mais em choque, o piloto estava com depressão e não estava seguindo as orientações médicas, escondendo atestados e por final cometeu suicídio e matou centenas de inocentes. Segundo dados da caixa preta o copiloto Andreas Lubitz trancou o piloto para fora da cabine e depois disso direcionou a aeronave para se chocar nos Alpes.

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As pessoas podem fazer diversos julgamentos sobre o copiloto, sua conduta e até mesmo a empresa em que ele trabalhava, mas podemos pensar também da seguinte forma: “como estamos pilotando nosso avião?”

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A depressão é considerada a doença do século atinge milhões de pessoas no mundo inteiro e muitas pessoas nem sequer buscam tratamento, e quando o fazem muitas não seguem o tratamento corretamente.  O caso do copiloto é extremo e ele matou centenas de pessoas, mas e nós, como estamos tratando as pessoas que estão a nossa volta? Buscar um tratamento e seguir o tratamento é algo que depende somente de nós, mas ao não fazer isso, como estamos deixando nosso avião?

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Parece meio rigoroso esse posicionamento, mas é importante fazer essa reflexão, sobre como estamos encarando o tratamento e se estamos realmente desejando melhorar, porque a maior parte do resultado depende de nossas ações, de nossa própria vontade.

Para aqueles possuem um parente ou colega com depressão também é preciso entender a gravidade da situação como no exemplo do copiloto, é comum a pessoa no momento mais difícil ficar sozinha e não ter uma rede de apoio, essa rede é fundamental para o tratamento dar certo, todos precisamos de ajuda, ao negar-se a ajudar não estamos colaborando.

Vivemos numa sociedade cada vez mais egoísta, onde as pessoas olham para seus smartphones como uma freqüência muito maior do que olham nos olhos das outras, e não veem quando o outro esta sofrendo.  Quando o pior acontece todos ficam atônitos, mas o fato é que a pessoa deu diversos sinais e ninguém viu, por isso é importante dar a devida atenção ao outro, esse é um gesto verdadeiro de amor, é preciso resgatar o olho no olho, o abraço o entendimento para que nossa sociedade seja mais humana.

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Desculpem pelo texto um pouco rigoroso, mas é preciso viver de forma mais profunda para extrair  o melhor para nossas vidas, viver de forma superficial nos trouxe a sociedade que temos hoje, é essa sociedade que desejamos para o futuro? Se a resposta for não, precisamos mudar a nossa atitude agora, e garantir que pelo menos nosso avião não seja jogado numa montanha por nós mesmos.

 

 

Os fumantes têm mais chances de sofrer de ansiedade e depressão (PESQUISA

26 de abril de 2015 at 22:48

Caso você queira mais uma razão para parar de fumar, pense nisto: fumar pode ser sinal de problemas de saúde mental.

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Contrariamente à idéia de que o cigarro alivia o estresse, os fumantes têm 70% mais chances de sofrer de ansiedade e depressão, comparados aos não fumantes. Foi o que revelou um novo estudo britânico.

 

A pesquisa feita pelo University College London e a Fundação Cardíaca Britânica (British Heart Foundation, ou BHF) avaliou quase 6.500 pessoas do Reino Unido com idade superior a 40 anos, analisando seus hábitos tabagistas e sua saúde mental. Mais de 18% dos fumantes no estudo relatou sofrer de ansiedade e depressão, contra apenas 10% dos não fumantes e 11,3% dos ex-fumantes.

 

 

E há mais: o cigarro pode até ser fonte de alguma ansiedade. O estudo também constatou que os ex-fumantes que abandonaram o cigarro há mais de um ano têm perfis de ansiedade e depressão semelhantes aos dos participantes no estudo que nunca tinham fumado. Essa descoberta sugere que parar de fumar pode ser uma maneira de promover a saúde mental.

 

“A ideia de que o cigarro alivia o estresse é uma interpretação equivocada do que acontece na realidade: que o que você sente quando acende um cigarro são os primeiros sinais da síndrome de abstinência”, disse ao Huffington Post o diretor médico adjunto da BHF, Mike Knapton.

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“Esses sintomas de abstinência são muito semelhantes ao estresse. O cigarro alivia esses sintomas, e você pensa que ele faz você se sentir melhor, mas a única coisa que está fazendo é abolir os sintomas iniciais da abstinência de nicotina. E então, é claro, esse ciclo se repete a cada cigarro.”

 

De acordo com Knapton, uma pesquisa feita pela BHF no ano passado revelou que um terço dos fumantes britânicos diz que não consegue abandonar o vício porque acredita que fumar combate sua ansiedade.

 

“Se você pensa que controla seu estresse fumando, saiba que não – o cigarro agrava seu estresse”, ele disse. “Este estudo abole esse mito.”

 

Especialistas em saúde mental desaconselham fortemente o uso de vícios para ajudar pacientes a lidar com ansiedade e depressão.

 

Embora muitas pessoas suponham que cigarros e álcool reduzem seu estresse, o doutor em medicina Michael Roizen, da Clínica Cleveland, autor de This Is Your Do-over, informa que, na realidade, pode acontecer o contrário. A chave está em adotar outros comportamentos, mais saudáveis, que ativem o mesmo sistema cerebral de recompensas.

 

“Aquele efeito prazeroso que se tem com o cigarro não é útil, porque é destrutivo para o corpo”, disse Roizen ao HuffPost. “É preciso encontrar algo que lhe proporcione esse efeito prazeroso e que não seja lesivo, nem contribua para deixá-lo doente. Encontre algo que você ame fazer, quer seja praticar exercícios, conversar com um amigo ou cozinhar. Isso vai ajudá-lo especialmente na hora de combater a depressão.”

 

As descobertas do novo estudo estão longe de ser as primeiras a sugerir que o cigarro deve ser apagado para sempre. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, o tabagismo é a causa de uma em cada cinco mortes nos Estados Unidos a cada ano. O cigarro também pode levar ao câncer pulmonar, doenças cardíacas e outras enfermidades potencialmente fatais.

Esses 3 famosos superaram o TDAH

22 de março de 2015 at 17:44

Como Adam Levine superou o TDAH

 

Como homem de frente da banda vencedora do Grammy Awards, Maroon 5, Adam Levine deixou uma marca indelével na música pop. Guitarrista e principal compositor da banda, o talentoso Levine deu ao Maroon 5 a sua assinatura sonora. Suas baladas sinceras e hinos pop tornaram-se parte da cena musical da década. Além de seu admirável trabalho com a banda, Levine é um dos técnicos da série de enorme sucesso da NBC, o “The Voice“. Ele também é um adulto diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

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O próprio Adam Levine desabafou que, ao longo da vida, lutava contra o TDAH e seus sintomas, a desatenção, a hiperatividade e a impulsividade. Relatou, durante uma entrevista realizada em outubro de 2011, quão difícil era o tempo em que precisava se concentrar para concluir algum trabalho escolar. Os desafios aos quais estava submetido, na época em que frequentava a escola, deixavam-no extremamente frustrado.

 

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Já adulto e trabalhando de forma mais engajada com a música, continuou a apresentar dificuldades no estúdio, principalmente quando precisava compor novas músicas. “No primeiro álbum, eu me lembro muito claramente de ficar travado e não ser capaz de me concentrar. Eu tinha 30 ideias flutuando pela minha mente e não conseguia colocá-las no papel. Voltei ao médico para discutir os meus sintomas e aprendi que eu ainda tinha TDAH, e que o mesmo poderia me afetar na idade adulta. Uma vez que soube disso, fui capaz de trabalhar com o meu médico para gerenciar os sintomas”, disse Adam Levine. Suas palavras, além de esclarecerem muita coisa sobre o transtorno, estimulam as pessoas acometidas por ele a buscarem ajuda e darem um grande passo rumo ao sucesso em suas vidas.

 

Walt Disney, o inquieto fundador da Disneylândia

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Walt Disney foi sem dúvida um dos maiores empresários de todos os tempos. Rejeitado em um de seus primeiros empregos devido à “falta de criatividade”, deu a volta por cima e, ainda hoje, aproximadamente meio século após ter falecido, a sua presença ainda se faz sentida.

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Ele transformou o que eram desenhos crus em uma marca poderosa, instantaneamente reconhecível em todos os cantos do mundo. Mesmo sendo portador de sintomas que nos levam ao diagnóstico retrógrado de TDAH, Disney foi capaz de construir um império e criar um produto que realmente conquistou as pessoas. Como todos sabemos, isso é uma das coisas mais importantes quando se trata de gerar sucesso de forma duradoura.

 

Will Smith, ator, produtor, rapper e “desatento”

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Will Smith é um dos maiores atores negros de Hollywood. Começou a carreira como um jovem rapper na Filadélfia, onde cresceu e ganhou o apelido “The Fresh Prince”; ele explodiu nas telas de TV em todo o mundo através da série de sucesso “The Fresh Prince of Bel Air”. De 1990 a 1996 Smith já era popular entre os fãs, mas ainda não havia conseguido ganhar grande reconhecimento dos produtores e diretores de Hollywood. As suas chances reais surgiram com os filmes “Independence Day” (1996) e “Men In Black” (1997). Desde então, sua carreira foi meteórica. Sempre fazendo algo para se manter no topo, Will Smith se diz inquieto, longe de parar. Ele mesmo confirmou que “sofre” de TDAH. Em entrevista à revista Rolling Stone, Smith disse: “eu era a única diversão que teve problemas para prestar atenção.”

 

Uma breve definição do TDAH

 

Segundo a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção), o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Como vimos, ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade, e pode ser chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção).

 

Que lição pode ser aprendida com os três casos acima?

 

Há um equívoco comum: as pessoas acreditam que os portadores de TDAH se tornam distraídos demais para fazer qualquer coisa que seja. Isso não poderia estar mais longe da verdade. Hoje, há cerca de 5 a 7% de adultos em média afetados pelo transtorno, variando um pouco de país para país. Incluídas nestas porcentagens, encontram-se algumas das pessoas mais influentes do mundo.

 

Isso mesmo. Alguns dos maiores filósofos, atletas e empresários de todos os tempos “sofrem” ou “sofreram” desta condição não tão rara. A verdade é que, quando as pessoas com TDAH são capazes de encontrar algo que lhes causam paixão, elas provavelmente se dedicam mais do que qualquer um. E exemplos não faltam…

Mais do que isso, quando uma pessoa portadora de TDAH busca tratamento seu potencial de realização pode ser maior do que qualquer pessoa “normal”, isso porque o portador de TDAH aprende a se esforçar mais para fazer coisas simples, quando o tratamento lhe auxilia na organização de suas ideias, o paciente passa a ter muito mais habilidade para realizar suas atividades, como aprendeu a se esforçar mais, agora as tarefas ficam muito mais fáceis e por isso pode ter ainda mais sucesso na sua carreira.

 

Escrito por Leonardo Faria – meucerebro.com.br

5 dicas para acordar com mais disposição pela manhã

22 de março de 2015 at 16:54

5 dicas para acordar com mais disposição pela manhã

 

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Vontade de jogar o despertador na parede toda vez que ele toca é recorrente em suas manhãs? Não se sinta só! Segundo estudo divulgado pela Universidade do Texas, Estados Unidos, apenas uma em cada dez pessoas é capaz de acordar descansada e revigorada. A boa notícia é que alguns hábitos podem ajudar a melhor a qualidade de sono, espantar a preguiça e tornar o despertar menos torturante.

Confira algumas dicas de especialistas e acorde com toda a disposição:

 

Apague as luzes

Biologicamente, nosso corpo é programado para dormir quando anoitece e despertar com a claridade. “A melatonina, conhecida como hormônio do sono e responsável por regular nosso relógio biológico, precisa de um ambiente escuro para ser produzida. Quem tem dificuldade de levantar cedo, na verdade, é porque não atingiu um sono reparador, capaz de fazer com que a pessoa acorde disposta”, esclarece a Myriam Durante, psicoterapeuta e presidente do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente, de São Paulo.

 

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Evite estimulantes

Café, chá preto, refrigerantes, bebidas alcoólicas e chocolate possuem componentes que estimulam o organismo e o sistema nervoso, podendo causar insônia e agitação. “O cardápio noturno também deve ser leve, de preferência sem frituras, carnes gordurosas ou molhos muito incrementados”, explica Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba e especialista em sono pelo Hospital das Clínicas da USP.

 

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Mexa-se

Exercitar o corpo proporciona um sono mais profundo e, consequentemente, mais reparador. “Durante os exercícios é liberada a endorfina – o neurotransmissor que atua como analgésico e traz sensação de bem-estar, e é apontada como uma das responsáveis pelas noites bem dormidas”, garante Shigueo Yonekura. O neurologista alerta, porém, que as atividades devem ser feitas até três horas antes de ir para a cama – para que o organismo e a mente possam desacelerar.

 

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Levante devagar

O sono é formado por cinco etapas – e o quinto estágio acontece quando o corpo quer acordar. Levantar-se abruptamente e já começar as atividades do dia acelera a mente, que ainda está em fase de adaptação com o despertar. Um alarme estridente libera adrenalina, o que causa irritação e até palpitação. Prefira acordar com uma música leve, calma e que aumente gradualmente.

 

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Fuja do botão soneca do celular

No início do sono, o organismo libera a serotonina, um neurotransmissor associado ao bem-estar e à felicidade. Para acordar, o corpo dispara outra substância, a dopamina, que diminui a sensação de sonolência. “O sono fragmentado causa um conflito químico que torna ainda mais difícil sair da cama. O ideal é que o despertar seja de uma vez só, não feito em prestações”, alerta o neurologista.

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Praticar exercício ajuda na depressão?

22 de março de 2015 at 16:41

Os benefícios antropométricos e metabólicos da prática regular de atividade física já são conhecidos, entretanto pesquisas recentes apontam novos resultados positivos associados à saúde mental. Já se sabe, há algum tempo, que dar aquela corridinha matinal diariamente contribui significativamente para o aumento do volume de sangue circulante e ainda leva a diminuição da barriguinha indesejada. Agora, diversas pesquisas vêm evidenciando que a prática de exercícios físicos pode também ter um papel importante no tratamento de muitos transtornos mentais.

 

As desordens mentais atingem de 18% a 36% da população mundial. Diante disso, fica claro que devem ser dirigidas forças no sentido de melhorar a qualidade de vida de pacientes com tais enfermidades. Daí a relevância de tais descobertas, pois elas sinalizam uma nova e importante ferramenta de atuação nos transtornos afetivos.

 

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A depressão é uma síndrome clínica comum de causa multifatorial e que é caracterizada principalmente por uma tristeza profunda e constante; pode ser desencadeada por problemas psicológicos, problemas emocionais, alterações do funcionamento cerebral e, ainda, ser secundária a outras enfermidades. Além disso, os danos que a depressão causa vão muito além de alterações do humor, pois o transtorno depressivo pode levar a alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas.

 

A desordem é a quarta principal causa de incapacitação em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e sua presença na sociedade é bem marcante nos quatro cantos do globo, atingindo cerca de 121 milhões de pessoas. Diante disso, a necessidade de melhora das formas de tratamentos existentes se torna muito maior.

 

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Três revisões sistemáticas, realizadas recentemente, confirmam o potencial benéfico do exercício físico no tratamento da Depressão. Pesquisas atuais afirmam que os exercícios físicos têm forte efeito sobre ela, diminuindo seus sintomas (Rethorst et al). Outros estudos acrescentam que tanto os exercícios de fortalecimento muscular quanto os exercícios aeróbicos são eficazes na redução dos sintomas depressivos (Rimer et al) e afirmam, ainda, o grande impacto que a caminhada tem sobre o transtorno (Robertson et al).

 

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Um estudo realizado no Centro para Pessoas com Doença de Alzheimer do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ) e no Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC/UFRJ), observou a aplicação de exercícios aeróbicos, de exercícios de força e de exercícios de baixa intensidade em 52 idosos com Depressão Maior. Após três meses, foi possível observar redução significativa dos sintomas depressivos tanto para o grupo ‘exercícios aeróbicos’, quanto para o grupo ‘exercícios de força’, enquanto o grupo ‘exercícios de baixa intensidade’ não apresentou resultados significativos. Visto isso, é importante ressaltar que os exercícios físicos para o tratamento da depressão devem ser estimulados em todas as idades.

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Dificuldades de memória e esquecimento: os 4 vilões principais

22 de fevereiro de 2015 at 23:20

Dificuldades de memória e esquecimento: os 4 vilões principais

Pequenos lapsos de memória e já nos perguntamos: estaria o nosso cérebro dando sinais de alguma doença mais grave, um quadro demencial iminente, por exemplo? Uma matéria da Escola de Medicina de Harvard apontou que, antes de temermos doenças estruturais mais graves, devemos identificar quatro condições (“vilões”), costumeiramente envolvidos nos distúrbios da memória, principalmente durante o processo de envelhecimento.

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Quando a memória parece deslizar, muitos idosos se perguntam se estariam desenvolvendo a doença de Alzheimer. Na maioria das vezes, a causa do esquecimento é algo mais comum e facilmente remediado. Quando estudamos a neurofisiologia dos processos de memória, entendemos que a concentração é uma das habilidades cognitivas mais cruciais para que o aprendizado ocorra. Dessa forma, sempre que vivenciamos condições capazes de prejudicar o nosso foco e atenção, a memória pode ser afetada. Uma simples mudança no estilo de vida é capaz de resolver grande parte desses problemas.

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As 4 causas mais comuns de esquecimento: (1) estresse, (2) ansiedade, (3) depressão e (4) privação do sono

Distúrbios de humor e sono estão entre as causas mais comuns dos problemas de memória em adultos. Estresse e ansiedade dificultam a concentração e o aprendizado. A depressão também pode afetá-la, assim como o consumo de álcool. É preciso também avaliar se alguma medicação está sendo usada, pois muitas delas podem interferir no processo de assimilação.

 

Uma conversa com o médico pode ajudar a identificar a causa do distúrbio de memória apresentado, especialmente se a mudança é súbita ou atípica. Às vezes, o cérebro necessita apenas de uma “pausa”. À medida que envelhecemos, pode tornar-se mais difícil manter um alto nível de atenção em várias coisas ao mesmo tempo.

fonte: http://meucerebro.com/

Compulsão sexual pode ser considerada transtorno psiquiátrico

22 de fevereiro de 2015 at 23:16

 

Compulsão sexual pode ser considerada transtorno psiquiátrico

São poucas as pessoas que sabem, mas a compulsão sexual é um transtorno psiquiátrico em que o indivíduo tem pensamentos e atos obsessivos envolvendo o sexo. As informações estão no site Minha Vida.

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O transtorno está relacionado à ansiedade e a outros transtornos obsessivos compulsivos. “Quem sofre desse problema tem dificuldade de pensar e se concentrar em coisas que não estejam relacionadas ao sexo. Além disso, outra caraterística do compulsivo é agir por impulso, sem premeditar”, afirma ao site Minha Vida, Liliana Seger, psicóloga dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
É preciso salientar que fazer sexo com frequência ou ter muito apetite sexual não é obsessão, a compulsivo não controla sua vontade e tentar realizar de qualquer forma, não mede esforços para isso.

A especialista acrescenta que a compulsão sexual, na maioria das vezes, se manifesta em homens a partir dos 30 anos.

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Tratamento

A médica recomenda terapia sexual que se baseia na busca pelo controle do comportamento. Com o auxílio de um terapia também são administrados antidepressivos que colaboram para inibir o desejo.

 

 

Por quê adolescentes são impulsivos e dramáticos?

22 de fevereiro de 2015 at 23:04

A gente cresce e costuma dizer pros mais jovens aproveitarem a adolescência, que é a melhor época da vida e que passa rápido. Mas a verdade é que a adolescência não é uma época fácil. Você deve lembrar (ou estar passando por isso) da sensação de que todos seus problemas eram gigantes, intransponíveis, e que tudo era tão complicado e difícil e o fim do mundo, e daquele frescor de fazer coisas sem pensar muito sobre elas.

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Um estudo publicado recentemente no diário Psychological Science dá uma ideia científica dos motivos. A pesquisa mostra que adolescentes sentem dificuldade de mudar de comportamento quando as situações mudam, e que as mentes dos jovens são muito mais sensíveis ao apelo das recompensas do que a dos adultos.

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Antes, acreditava-se que o comportamento adolescente estava relacionado ao lobo frontal, responsável pelo auto-controle, que na adolescência ainda não estaria completamente desenvolvido. Mas agora percebe-se que o motivo é outro: decisões arriscadas, idiotas e impulsivas tomadas em grupo acontecem porque o adolescente sente a ‘recompensa’ como algo muito mais forte e duradouro do que um adulto no mesmo contexto sentiria – mesmo quando ela não está mais lá e deixa de fazer sentido.

Algumas pessoas têm fobia de crescer – igual ao Peter Pan

22 de fevereiro de 2015 at 22:59

Gerascofobia é o nome dado ao medo de envelhecer

Crescer é um processo longo, doloroso e irreversível. O mundo adulto é cheio de responsabilidades que ninguém quer ter. Por conta disso, todos temos um pouquinho de Peter Pan, o menino que vivia na Terra do Nunca e não queria ficar grande. Mas existem problemas extremos de medo incontrolável de envelhecer. Esses casos são classificados como gerascofobia.

Um estudo, realizado pela Universidade do México, acompanhou o caso de um garoto gerascofóbico de 14 anos. Segundo os autores, o menino come muito pouco porque sabe que os alimentos ajudam em seu desenvolvimento, anda curvado para esconder o tamanho e afina a voz para parecer mais infantil. Além disso demonstra uma preocupação anormal quando alguém diz que ele está crescendo ou ficando mais velho.

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O estudo revela que a doença começou a se manifestar há cerca de dois anos, e que um abuso sexual quando o menino era mais novo agravou o caso. Felizmente, o garoto está apresentando melhora através do tratamento com remédios e acompanhamento psiquiátrico.

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O medo de se tornar adulto é algo comum durante a adolescência, afinal, deixar a Terra do Nunca não é tão fácil quanto parece. Mas devemos ficar atentos para identificar a diferença entre um simples medo e uma fobia – doenças mentais são bem difíceis de serem diagnosticadas.

 

fonte: revista galileu

Mitos e verdades sobre TDAH

11 de fevereiro de 2015 at 2:43

Dificuldade em prestar a atenção, impulsividade, problemas de comportamento, inquietude, impressão que está sempre no mundo da lua e rendimento ruim, esse é o perfil do portador de um transtorno relativamente comum e ainda muito pouco comentado: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). É uma doença de descrição relativamente recente, sendo melhor estudada e difundida após os anos 80.

É crônica, de início na infância e 3 vezes mais comum em meninos. Acredita-se que cerca de 5 % da população tenha esse distúrbio, que pode perdurar por toda a vida e trazer importante comprometimento da qualidade de vida da pessoa e seus familiares. O reconhecimento preciso e o tratamento direcionado reduzem de forma importante o comprometimento funcional.

 

Segundo o neurologista Leandro Teles, formado e especializado pela Universidade de São Paulo: “O TDAH é um distúrbio cerebral complexo que geralmente acompanha o paciente durante toda a vida. O diagnóstico baseia-se na história clínica, que traz, em nível variado: desatenção, impulsividade e hiperatividade”.

 

O problema não é anatômico e não aparece em exames. A dificuldade é na função dos neurônios da região mais anterior do cérebro (chamado lobos frontais). “Acredita-se que haja disfunção das vias que regem a concentração, regulam o sistema de previsão de resultados e garantem um comportamento mais sereno e produtivo”, explica o especialista, e conclui: ”Sem essa regulação, a pessoa parece ligada no 220, fica aérea, agitada, age por impulso antes de pensar adequadamente, dissipa sua energia mental e tem seu rendimento comprometido”.

 

 

 

Por ser um problema relativamente novo e ainda pouco difundido, convidamos o neurologista para elucidar alguns mitos e verdades a cerca do TDAH:

 

1-O TDAH é diferente entre meninos e meninas.

 

VERDADE. A doença é mais comum em meninos e se manifesta de forma mais perceptível neles. Os meninos com TDAH são mais hiperativos e impulsivos, o que gera mais incomodo em casa e na escola. As meninas com TDAH são mais desatentas, desligadas e por vezes não são hiperativas, isso gera maior atraso e dificuldade de diagnóstico.

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2- Os portadores de TDAH são menos inteligentes que a população geral.

 

MITO. O TDAH altera a concentração e gera uma taxa maior de erros. No entanto, são crianças e adultos de inteligência normal ou até acima da média. Quando adequadamente tratados e motivados são capazes de feitos intelectuais extraordinários. Agora, sem diagnóstico e orientação, dissipam sua energia intelectual por não canalizarem seu esforço na resolução de problemas.

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3- Os remédios fazem mais mal que a própria doença.

MITO. Os medicamentos são fundamentais na condução de casos mais intensos, tendo um bom custo / benefício. Obviamente, devem ser prescritos sempre pelo médico e podem apresentar efeitos colaterais que devem ser manejados no seguimento regular.

 

4- Quem tem problema de atenção tem problema de memória.

VERDADE. A memória depende diretamente da atenção. Para fixar adequadamente uma vivência é fundamental atentar para ela, destacá-la do contexto e criar adequadas pistas mentais para resgatá-la no futuro. Pessoas desatentas queixam-se, invariavelmente, de problemas de memória.

5-O problema se resolve quando a criança entra na idade adulta.

MITO.  Em grande parte dos pacientes o problema adentra pela vida adulta. Isso pode gerar problemas no trabalho, na vida social e mesmo na vida econômica, uma vez que o grau de responsabilidade e o nível de cobrança aumentam progressivamente.

6-O diagnóstico nem sempre é fácil.

VERDADE. O diagnóstico se confunde com problemas de criação, educação, dislexia, ansiedade e outros problemas psiquiátricos. Por vezes, faltam informações sobre a infância (quando o paciente procura ajuda já adulto), a doença pode também ser acompanhada de outras patologias (distúrbios de sono, abuso de drogas, transtornos de conduta, depressão, etc…) e existe ainda algum preconceito com esse tipo de diagnóstico.

7- Quanto antes for identificado melhor é o tratamento.

VERDADE. O diagnóstico suspeito na fase pré-escolar e confirmado por volta dos 7, 8 anos de idade traz consigo toda uma reestruturação ambiental, familiar e escolar que leva a melhores resultados escolares, sociais e profissionais. No entanto, o tratamento pode e deve ser introduzido a qualquer momento que se faça o diagnóstico, mesmo quando feito na vida adulta.

 

 

8-  A parte mais importante do tratamento é o medicamento.

MITO. Os medicamentos são importantes, mas o carro chefe do tratamento é o autoconhecimento, aliado aos ajustes ambientais, à readequação familiar, às atividades físicas e ao tratamento das comorbidades (doenças associadas).

9- O TDAH é fruto da dieta ou da dinâmica dos tempos modernos.

Mito. O transtorno tem importantes determinantes genéticos e provavelmente existe a séculos (mesmo antes de sua descrição). Não é causado por consumo excessivo de calorias ou doces, nem por excesso de videogame ou televisão. O risco de um familiar de alguém com TDAH ter problema semelhante é mais alta que a população geral.

Fonte: http://www.leandroteles.com.br/